Logo R7.com
RecordPlus

PF faz buscas na Prefeitura de Mangaratiba para apurar fraudes em licitações

Segundo a PF, as fraudes teriam causado graves prejuízos aos cofres públicos

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Edições do jornal Povo do Rio foram apreendidas
Edições do jornal Povo do Rio foram apreendidas

Operação conjunta do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) e agentes da Polícia Federal em Angra dos Reis, na costa verde fluminense, cumpriu na manhã desta terça-feira (18) mandados de busca na prefeitura de Mangaratiba e na sede do jornal Povo do Rio, no centro do Rio e em Vila Isabel, na zona norte da cidade. A investigação, segundo a PF, é sobre fraudes em licitações ocorridas entre março de 2011 e dezembro de 2012 e que teriam causado “graves prejuízos aos cofres públicos”.

O MP informou que já foram apreendidas todas as edições do jornal Povo do Rio no período da investigação e ainda estão sendo obtidos documentos referentes a centenas de licitações na prefeitura de Mangaratiba, que se encontra interditada para a operação. O material servirá de base para ação de improbidade administrativa contra o prefeito de Mangaratiba, Evandro Bertino Jorge, secretários e servidores municipais. O procurador-geral do município, Leonel Silva Bertino Algebaile, acompanha a ação.


Segundo o promotor Alexander Véras Vieira, que ajuizou a ação cautelar, estão sendo analisados cerca de 40 contratos, no valor estimado de R$ 60 milhões, para a aquisição de variados produtos, como cestas básicas e merenda escolar, e para a execução de obras. Ainda segundo o promotor, há indícios de que as contratações eram realizadas sem licitação e sem a garantia de que os serviços seriam executados. A denúncia está sendo investigada pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Angra dos Reis, sob sigilo.

De acordo com o MP, a prefeitura de Mangaratiba pagava ao jornal Povo do Rio para que alterasse a matriz dos jornais que já haviam circulado e inserisse editais de convocação e os resultados das licitações fraudadas, sem que a informação tivesse sido realmente publicada. As edições alteradas eram guardadas na sede do jornal e na prefeitura e serviam para respaldar os contratos irregulares.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.