PF investiga furto de mais de 420 obras da biblioteca da UFRJ
Livros raros estão entre as obras roubadas da biblioteca da Universidade
Rio de Janeiro|Agência Brasil
A PF (Polícia Federal) abriu inquérito para investigar o furto de mais de 420 obras do acervo de uma biblioteca da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Entre os livros furtados da Biblioteca Pedro Calmon, na Praia Vermelha, na zona sul da capital fluminense, 303 são raros. A UFRJ, no entanto, ainda está fazendo um levantamento do que foi levado, o que pode aumentar ainda mais esse número.
De acordo com a universidade, o furto foi constatado em outubro do ano passado, quando a Polícia Civil de São Paulo encontrou obras de propriedade da UFRJ. Ao confirmar o furto, a instituição registrou o crime junto à PF e abriu sindicância para investigar eventuais responsabilidades.
A sindicância, que se encerrou em março deste ano, constatou que o processo de reforma do edifício na Praia Vermelha, onde está a biblioteca, pode ter favorecido a ação criminosa e que o roubo foi realizado por pessoa que possuía informação sobre a importância da coleção.
Como o número de obras furtadas é muito grande, uma nova sindicância foi aberta para aprofundar as investigações.
Levantamento
Representantes da UFRJ têm audiência marcada nesta quinta-feira (4), com a Polícia Federal para apresentar informações sobre o levantamento das obras furtadas. A ideia é que a PF e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) acionem também a Interpol, a polícia internacional, para identificar possível comercialização dessas obras no exterior.
Desde que constatou a subtração dos livros, a universidade informou que vem reforçando os mecanismos de segurança já existentes. Por meio de nota, a instituição fez um apelo às pessoas que tenham adquirido inadvertidamente as obras, para que as devolvam à instituição.
“Estamos diante de um golpe muito doloroso para a história da ciência e para a cultura do país, e para os pesquisadores que usam as obras para estudos de grande relevância. O fato é inaceitável sob todos os pontos de vista”, diz a nota.
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