PF prende 18 suspeitos de desvio de verba pública federal em Arraial do Cabo (RJ)
Investigações do MPF revelam esquema para desviar recursos públicos liberados pela Funasa
Rio de Janeiro|Do R7
A Justiça Federal decretou a prisão temporária de 15 suspeitos de integrar quadrilha envolvida em esquema de desvio de recursos públicos federais no município de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Por volta das 12h10, a Polícia Federal informou que 18 pessoas haviam sido presas, entre elas, o diretor de adminsitração da prefeitura de Arraial, o secretário de Esportes e integrantes da comissão de licitação. A PF não soube informar se suspeitos foram presos em flagrante na operação.
Após pedido do MPF (Ministério Público Federal) em São Pedro da Aldeia (RJ), a Justiça expediu também mandados de busca e apreensão nos endereços residenciais dos investigados e no gabinete do secretário de Esporte e Lazer de Arraial do Cabo. A Polícia Federal cumpre os mandados nesta sexta-feira (22) na operação Fio de Ariadne.
Investigações do MPF revelaram esquema para desviar recursos públicos liberados pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde) para execução de obras de melhorias sanitárias. A Esac (Empresa de Saneamento de Arraial do Cabo), sociedade de economia mista municipal envolvida nas irregularidades segundo o MPF, recebeu cerca de R$ 550 mil dos recursos da Funasa.
O MPF diz que o esquema criminoso consistia na montagem de vários contratos de locação fraudulentos de veículos, que eram utilizados supostamente pela Esac. Segundo a Procuradoria, os contratos eram feitos mediante a dispensa indevida de licitação e com o direcionamento para particulares que normalmente possuíam algum vínculo com a própria Esac.
Em um dos contratos, aponta a investigação, a empresa pagou R$ 2.000 mensais para alugar um Ford Escort 2001, que estava avaliado em cerca de R$ 12 mil. O veículo jamais foi visto no pátio da Esac e nunca foi utilizado em serviço, assim como diversos carros também alugados em contratos fraudulentos pela empresa. Entre os envolvidos no esquema, diz a Procuradoria, estão o presidente e um ex-presidente da Esac, o secretário de Esporte e Lazer de Arraial do Cabo e servidores e funcionários públicos municipais.
Em nota, a prefeitura da cidade declarou que a Esac havia recebido cerca de R$ 550 mil da Funasa para construção de 180 banheiros em casas de pessoas de baixa renda. Após o término da obra, foram construídos mais 50 banheiros e devolvidos R$ 40 mil a Funasa.
Sobre as irregularidades na locação de veículos utilizados pela Esac durante a obra, a prefeitura disse que os envolvidos já vinham prestando depoimento e tiveram prisão cautelar para averiguação das informações.















