PF prende sobrinhos suspeitos de atuarem como mensageiros de Marcinho VP
A Operação Censura também cumpriu um mandado de prisão preventiva contra Márcio dos Santos Nepomuceno dentro do presídio
Rio de Janeiro|Do R7, com Raian Cardoso, da RECORD Rio
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A Polícia Federal prendeu temporariamente dois sobrinhos suspeitos de atuarem como mensageiros de Márcio dos Santos Nepomuceno, Marcinho VP, preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e apontado como um dos líderes da facção Comando Vermelho.
A Operação Censura também cumpriu uma ordem de prisão preventiva (sem prazo) contra Marcinho VP dentro do presídio, nesta quinta-feira (29) — o segundo mandado expedido em 10 dias, após a prisão da esposa e de um dos filhos.
De acordo com a PF, a ação teve como objetivo desarticular o canal de comunicação de uma das principais lideranças da facção, por meio dos familiares, com integrantes da cúpula da organização em liberdade.

As investigações foram conduzidas pela FICCO/MS (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul) e pelo GAECO Nacional/MPF (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Nacional do Ministério Público Federal).
Além dos mandados de prisão, as equipes policiais cumprem dois de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Investigação analisou trocas de mensagens
A investigação teve início a partir de provas compartilhadas pelo GAECO do MPF no Rio de Janeiro, obtidas no âmbito da Operação Red Fox, que apura o tráfico internacional de armas de grosso calibre e de drogas pela fronteira norte do país.
A análise de dados de uma das principais lideranças da facção em liberdade, foragida da Justiça, revelou que dois familiares do líder preso atuariam como mensageiros entre ele e o grupo.
Segundo as investigações, um dos investigados visitava frequentemente a liderança presa em Campo Grande, após contatos com a liderança foragida no Rio de Janeiro.
Mensagens indicam que integrantes da organização criminosa ainda reconhecem Marcinho VP como líder da organização.
Segundo a PF, um dos investigados ocupa cargo comissionado em câmara municipal da Baixada Fluminense e adquiriu, nos últimos dois anos, patrimônio que se mostra, em princípio, incompatível com a renda declarada.
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