Picciani cobra Pezão por repasse para Alerj e fala em análise de impeachment
Presidente da Alerj afirmou que irá decidir sobre o caso na próxima semana
Rio de Janeiro|Do R7

Numa aparição inesperada para conduzir a aprovação do projeto de lei que eleva a contribuição previdenciária dos servidores públicos do Estado do RJ, o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Jorge Picciani (PMDB), aproveitou para cobrar o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) sobre os atrasos no repasse mensal para o orçamento do Legislativo, conhecido como duodécimo, que é definido na Constituição. Para Picciani, o atraso é crime de responsabilidade e poderá servir de base para pedidos de impeachment do governador.
Em breve discurso, na mesa diretora, para apoiar a elevação da contribuição previdenciária, Picciani afirmou que ainda não tem uma decisão tomada.
— Vou decidir na próxima semana sobre todos os pedidos de impeachment.
Pouco antes de abrir a sessão da tarde desta quarta-feira, 24, na Alerj, Picciani disse que alertou Pezão.
— Hoje eu avisei ao governador que a Alerj só recebeu o duodécimo de fevereiro, enquanto outros poderes já receberam o de maio. Isso é crime de responsabilidade. É um assunto que eu tratarei a partir da semana que vem, porque há um cerceamento do funcionamento do Legislativo.
Ao defender a proposta de elevação da contribuição previdenciária, Picciani disse que não participou da articulação em torno do projeto de lei nos últimos dias. O presidente estava afastado desde 11 de abril, para fazer tratamento médico. Desde então, a presidência estava sendo exercida por André Ceciliano (PT), um dos vice-presidentes. Picciani elogiou a inclusão de uma emenda que condiciona a elevação da alíquota previdenciária ao pagamento em dia do salário dos servidores.
Logo na abertura da sessão, por volta de 16 horas, os deputados estaduais aprovaram a elevação da contribuição previdenciária dos servidores públicos de 11% para 14% do salário bruto. Um substitutivo do projeto de lei enviado pelo Executivo teve o texto-base aprovado no plenário por 39 votos a favor e 26 contra. Neste momento, os deputados seguem discutindo as emendas apresentadas para serem votadas em destaque.















