Piloto não diz à polícia por que levou João Pedro sem avisar à família

Perícia apontou que tiro que atingiu João Pedro partiu de um fuzil; as armas dos policiais que participaram da operação foram apreendidas

Comandante da aeronave prestou depoimento

Comandante da aeronave prestou depoimento

Reprodução/Record TV Rio

Os agentes envolvidos na operação que terminou com a morte de João Pedro, de 14 anos, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, prestaram depoimento nesta quinta-feira (21). 

O comandante da aeronave que transportou o jovem afirmou que o uso do helicóptero se deu porque por vias terrestres o resgate seria mais demorado. A intenção era levar João Pedro para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, mas ele já estava morto. Ainda de acordo com o piloto, todo o protocolo de salvamento foi seguido com a supervisão de um médico bombeiro, mas não explicou o motivo de não comunicar à família sobre o paradeiro do corpo.

A perícia apontou que o tiro que atingiu o jovem partiu de um fuzil do mesmo calibre da arma usada por policiais. O projétil perfurou a barriga do menino, na altura do estômago, e foi encontrado na parte de trás do ombro, próximo à clavícula.

Os investigadores esperam ainda pelo resultado do exame de confronto balístico que vai determinar de qual arma partiu o disparo. Três fuzis e uma pistola que estavam com os policiais envolvidos na ação foram apreendidas para análise.

A família do jovem ainda não foi ouvida pela polícia. A Defensoria Pública, que passou a representar os pais de João Pedro, entrou com um pedido para que as investigações sejam assumidas pelo Ministério Público.

Veja a reportagem:

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa