PM é indiciado por morte de jovem em protesto do caso DG
Caso ocorreu em abril de 2014; inquérito que apurou a morte de DG também já foi concluído
Rio de Janeiro|Do R7
O policial militar Heberth Nobre Maia foi indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar) pela morte de Edilson da Silva dos Santos, de 27 anos, durante um protesto pelo assassinato do dançarino Douglas Silva, conhecido como DG, em Copacabana, zona sul do Rio, em abril de 2014. A Polícia Civil confirmou, nesta quinta-feira (5), que o inquérito deste caso já foi concluído e encaminhado para o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). Outros sete PMs vão responder por falso testemunho.
Edilson foi atingido por um tiro na cabeça, disparado pelo PM, durante uma manifestação de moradores da comunidade Pavão-Pavãozinho. Ele foi levado para o Hospital Miguel Couto, no Leblon, mas morreu ao dar entrada na unidade.
O protesto teve início após a retirada do corpo de DG da comunidade. Na ocasião, os manifestantes chegaram a fechar as ruas do bairro e atearam fogo em diferentes pontos da região.
Na última quarta-feira (4), aPolícia Civil também concluiu o inquérito que apurou a morte de DG. O soldado da Polícia Militar Valter Saldanha, de 33 anos, foi indiciado por homicídio doloso e qualificado, porque não houve chance de defesa por parte do dançarino. A polícia pediu à Justiça a prisão preventiva de Saldanha.
DG, que trabalhava no programa Esquenta, da TV Globo, foi assassinado na madrugada de 22 de abril de 2014, durante uma ação policial na favela do Pavão-Pavãozinho, em Ipanema, zona sul do Rio.
Segundo o inquérito, nove policiais estavam envolvidos na ação do dia 22 de abril do ano passado na comunidade. Quatro militares envolvidos na ação e outros dois policiais que encontraram o corpo de DG na manhã seguinte foram indiciados por falso testemunho e prevaricação.















