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PMDB defende saída antecipada de Cabral para dar vitrine a vice

Manobra política é planejada no momento em que governador é alvo de protestos

Rio de Janeiro|Do R7

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Cabral disse que ainda não deicidiu se sairá do cargo em abril
Cabral disse que ainda não deicidiu se sairá do cargo em abril

A direção regional do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) pretende fazer com que Sérgio Cabral deixe o cargo de governador do Rio de Janeiro de maneira antecipada para dar lugar ao vice, Luiz Fernando Pezão. A substituição pode acontecer em abril de 2014, oito meses antes do término do mandato de Cabral.

Em nota, o partido admitiu que tem a intenção de fazer com que a população “conheça melhor o trabalho do vice Luiz Fernando Pezão como governador”. Nesta quinta-feira (1º), Sérgio Cabral confirmou que Pezão disputará as eleições de 2014 como seu sucessor.


Sobre a saída do cargo em abril, Cabral disse que estuda o assunto, mas que a decisão ainda não foi sacramentada. Em entrevista à rádio Bandnews, o governador afirmou que Jorge Picciani, presidente regional do PMDB, quer que ele concorra a alguma vaga em 2014. 

— O partido não quer que eu saia em abril. O partido deseja que eu dispute uma eleição [tornando obrigatória a saída]. Mas isso não é hora de avaliar. A conversa foi muito boa com o Piciani. Ele está no papel de avaliar o quadro eleitoral, ver alianças. Há muitos companheiros que querem que eu dispute um quadro eletivo. Minha cabeça hoje está voltada para governar.


Rejeição nas ruas

A ideia do PMDB de retirar Cabral do cargo antes do fim do mandato surge no momento em que o governador do Rio tem sido alvo de manifestações quase diárias nas ruas do Rio. Um grupo está acampado em frente ao apartamento dele, na praia do Leblon, na zona sul do Rio, e cobra o impeachment imediato.


Os protestos se intensificaram após o escândalo relativo aos passeios de helicóptero de Cabral e a família. Segundo apurou uma reportagem da revista Veja, o governador costumava usar uma aeronave oficial para levar os parentes para passeios pela costa verde do Estado.

Uma pesquisa do instituto Ibope, encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgada há uma semana apontou que 12% dos eleitores no Rio consideram a administração de Sérgio Cabral boa ou ótima. A avaliação do governador do Rio de Janeiro é a pior entre os 11 Estados onde o levantamento foi realizado. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos.

O Ibope ouviu 812 eleitores com mais de 16 anos entre 9 e 12 de julho no Rio. Ainda segundo a pesquisa, 29% das pessoas disseram aprovar a maneira de Cabral governar e 25% afirmaram confiar nele. 

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