PMs condenados por morte do menino Juan serão julgados por mais um homicídio
Defesa tentou classificar homicídio de suposto traficante como auto de resistência
Rio de Janeiro|Do R7

Os policiais militares condenados pela morte do menino Juan, ocorrida em junho de 2011, serão novamente julgados. Eles responderão pelo segundo homicídio duplamente qualificado, o de Igor de Souza, na mesma incursão que resultou na morte da criança na comunidade Danon em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro obteve junto ao Tribunal de Justiça decisão favorável em recurso para cassar absolvição pelo homicídio do jovem de 17 anos, que a defesa tenta classificar como auto de resistência.
A Justiça também manteve a condenação dos réus com relação às demais vítimas, negando recurso dos réus, que pretendiam obter a cassação do julgamento e, subsidiariamente, a redução da pena de 30 para 60 anos de reclusão pela morte de Juan e por duas tentativas de homicídio.
O promotor de Justiça Sérgio Ricardo Fernandes Fonseca defendeu que, no curso da instrução, foi amplamente demonstrado que os PMs não atiraram em confronto com traficantes, como alegou a defesa, mas que estavam no local para matar, e efetivamente executaram Igor. Apesar de Igor de Souza ser, supostamente, traficante, as provas mostram que não houve confronto.
Os disparos de fuzil efetuados pelos PMs na noite de 20 de junho de 2011, na comunidade Danon, também feriram Wanderson dos Santos de Assis, de 19 anos, e o irmão de Juan, Wesley Felipe Moraes da Silva, de 14.
O menino Juan, de 11 anos, que morava com sua família na localidade, desapareceu na mesma noite, logo após o confronto. O corpo do garoto apareceu dez dias depois, às margens do rio Botas, em Belford Roxo, também na baixada.
Desde o dia 21 de julho de 2011, os sargentos Isaías Souza do Carmo e Ubirani Soares, assim como os cabos Edilberto Barros do Nascimento e Rubens da Silva estão presos preventivamente a pedido do Ministério Público.















