PMs entregam armas para investigação após criança morrer com bala perdida dentro de casa no Rio
Moradores da comunidade Para-Pedro queimaram ônibus para protestar contra os policiais
Rio de Janeiro|Do R7

Três policiais militares envolvidos em um tiroteio nesta segunda-feira (23) na comunidade Para-Pedro, na zona norte do Rio, entregaram as armas para investigadores da Divisão de Homicídios. O objetivo é descobrir de onde partiu o disparo que atingiu a cabeça da menina Maria Eduarda da Silva Sardinha, de 12 anos. Ela estava dentro de casa quando sofreu o tiro e morreu.
Dois parentes de Maria Eduarda, que estavam com ela na residência, também foram baleados. O tio, Silvano André da Silva, foi ferido no braço. Já o menino Davi Araújo da Silva, de 7 anos, levou um tiro de raspão na cabeça. Ele recebeu um curativo na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Irajá e foi liberado. Maria Eduarda chegou a ser levada com vida para a UPA de Rocha Miranda, mas não resistiu aos ferimentos.
Moradores da comunidade fecharam a avenida Martin Luther King para protestar. Um ônibus foi incendiado. Os passageiros e o motorista conseguiram descer do veículo antes de o fogo começar.
De acordo com a Polícia Militar, o tiroteio começou pela manhã, quando policiais chegaram à comunidade para uma operação de combate ao tráfico de drogas. Suspeitos teriam disparado contra os agentes, que revidaram. Algumas balas atravessaram residências e atingiram as vítimas.
Peritos estiveram em Para-Pedro durante a tarde para recolher pistas sobre a autoria do disparo.















