PMs suspeitos de sequestrar neozelandês no RJ são presos administrativamente
Jason Lee está no Rio há dez meses para aprimorar técnicas de jiu-jitsu
Rio de Janeiro|Do R7

A Polícia Militar do Rio prendeu, administrativamente, os policiais suspeitos de sequestrar um lutador de jiu-jitsu neozelandês no último sábado (23). Em seu perfil na rede social, Jason Lee disse ter sido sequestrado por homens com uniformes de policiais. No relato, ele disse que foi abordado e ameaçado de prisão, caso não entrasse no carro deles. Os homens então exigiram que Jason os levasse até caixas eletrônicos para retirar uma “grande soma de dinheiro para suborno”.
De acordo com o lutador, o caso aconteceu quando ele voltava de uma competição em Resende, no sul do Estado. “Não sei o que é mais deprimente: o fato de essas coisas estarem acontecendo com estrangeiros tão perto dos Jogos Olímpicos ou o fato de os brasileiros terem de viver em uma sociedade que permite essa situação diariamente”, escreveu Lee.
Lee também escreveu em seu perfil que ao prestar depoimento na delegacia ocultou detalhes importantes, como o número da placa do carro dos supostos policiais, por medo de represálias.
De acordo com o jornal neozelandês NZ Herald, Lee está há dez meses no Brasil para aprimorar suas técnicas de jiu-jitsu, já que o país é referência no esporte. Em comentários anteriores, Lee já havia criticado a falta de segurança no Rio de Janeiro, em situações como sacar dinheiro de um caixa eletrônicos.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na Deat (Delegacia Especial de Apoio ao Turismo), onde ele relatou, em depoimento, ter sido parado em uma blitz da PM em Duque de Caxias, no sábado, e que durante a abordagem, policiais pediram dinheiro e ele acabou tendo que ir a um caixa eletrônico.
Em nota, a Polícia Militar informou que “o fato está sendo apurado rigorosamente e sendo comprovado, os policiais do BPVE serão submetidos a processo administrativo disciplinar que julgará a expulsão dos mesmos da Corporação”. Os agentes foram presos administrativamente e, segundo a corporação, ficarão à disposição da Corregedoria Interna.















