Polícia Civil afasta delegado que atingiu homem com tiro dentro de juizado no Rio
Henrique pessoa deixará de comandar a 79ª DP e o Núcleo de Intolerância Religiosa
Rio de Janeiro|Do R7

A Polícia Civil decidiu afastar temporariamente o delegado Henrique Pessoa da Delegacia de Jurujuba (79ª DP) e do Núcleo de Intolerância Religiosa. Segundo as investigações, ele foi o responsável por disparar um tiro que atingiu Carlos Gomes, de 29 anos, dentro do 5º Juizado Cível de Copacabana, na zona sul do Rio, na última quarta-feira (3).
Henrique Pessoa chegou a ser preso em flagrante por tentativa de homicídio, mas foi liberado na quinta-feira (4) e deve responder a processo em liberdade. Ainda de acordo com a Polícia Civil, um novo titular será designado para assumir a 79ª DP.
A vítima do disparo recebeu alta do Hospital Municipal Miguel Couto na quinta-feira. A bala atingiu o lado esquerdo do abdômen de Gomes. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o projétil entrou e saiu e o paciente não precisou de cirurgia.
Segundo as investigações, o delegado move uma ação contra o pastor Tupirani Lores, da Igreja Geração Jesus Cristo, situada no Santo Cristo, na região central do Rio. Pessoa alega que vem sendo perseguido pelo pastor e seus fiéis e pede indenização por danos morais.
Ao fim de uma audiência, por volta das 16h da última quarta, um grupo de fiéis dessa igreja aguardava o delegado na porta do Juizado e teria recebido Pessoa aos gritos. Sentindo-se ameaçado, ele tirou o revólver, apontou para o chão e atirou, segundo a versão apresentada à polícia. O tiro ricocheteou e atingiu Carlos Gomes.
Segundo a Polícia Civil, a Corregedoria Interna da instituição acompanha o caso.
Perseguição
Conforme a polícia, Henrique Pessoa afirma que começou a ser perseguido pelo pastor e por fiéis da igreja após ter investigado um ataque praticado por Tupirani contra o Centro Espírita Cruz de Oxalá, no Catete (zona sul), em 2008. Ele estaria sendo alvo de ataques à honra por meio de redes sociais e, por isso, move cerca de dez ações contra pessoas ligadas à igreja.
Na época, o pastor Tupirani Lores e o fiel Afonso Henrique Alves Lobato foram as primeiras pessoas a serem presas por intolerância religiosa. Eles ficaram detidos por um mês.















