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Polícia Civil divulga primeiros nomes de mortos durante megaoperação na Penha e no Alemão

Segundo o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, 99 criminosos foram identificados e 39 são de outros estados

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou os nomes de mortos na megaoperação na Penha e no Alemão.
  • A operação foi a mais letal da história do estado, com 117 suspeitos e 4 policiais mortos.
  • Dos 99 criminosos identificados, 78 tinham histórico criminal e 42 tinham mandados de prisão em aberto.
  • 39 dos criminosos identificados eram de outros estados, incluindo Pará, Amazonas e Bahia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Secretário da Polícia Civil divulga nomes de chefes do tráfico mortos durante megaoperação na Penha e no Alemão Reprodução/RECORD

A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou, na manhã desta sexta-feira (31), os primeiros nomes da lista de mortos durante a megaoperação realizada nos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte, na última terça-feira (28), considerada a mais letal da história do estado, com 117 suspeitos e 4 policiais que perderam suas vidas.

Segundo o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, 99 criminosos mortos na Operação Contenção foram identificados. Desses, 78 tinham histórico criminal, com 42 deles tendo mandados de prisão em aberto.

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Os chefes mortos foram: PP, chefe do tráfico do Pará; Russo, chefe do tráfico em Vitória; Chico Rato, chefe do tráfico em Manaus; Gringo, chefe do tráfico em Manaus; Mazola, chefe do tráfico em Feira de Santana; Fernando Henrique dos Santos, chefe do tráfico em Goiás; DG, chefe do tráfico na Bahia; FB, chefe do tráfico na Bahia; Rodinha, chefe do tráfico em Itaberaí, em Goiás.

Dos 99 identificados, 39 são de outros estados, sendo 13 do Pará, 7 do Amazonas, 6 da Bahia, 4 do Ceará, 4 de Goiás, 3 do Espírito Santo, 1 do Mato Grosso e 1 da Paraíba.

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O secretário informou que os Complexos do Alemão e da Penha funcionavam como centros de comando, tomada de decisão e treinamento tático da facção narcoterrorista. As evidências indicam que integrantes recebiam instruções em armamento, tiro, uso de explosivos e táticas de combate nessas localidades.

De acordo com a investigação, o fluxo de caixa da facção nessas áreas movimentava cerca de 10 toneladas de drogas por mês. Tanto o Alemão quanto a Penha serviam como polos de abastecimento, distribuindo drogas e armas para outras comunidades controladas pelo grupo criminoso. A investigação mostrou ainda que cerca de 50 fuzis eram negociados mensalmente a partir dessas regiões.

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As apurações indicam que pelo menos 24 comunidades do Rio de Janeiro, entre elas o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, a Rocinha, o Complexo da Maré, o Jacarezinho e o Complexo do Lins, são diretamente abastecidas por esses fluxos ilícitos.

A Polícia Civil anunciou que está finalizando um documento de inteligência com centenas de páginas, que reúne a qualificação dos criminosos mortos e uma análise detalhada sobre o papel estratégico dos complexos da Penha e do Alemão dentro da estrutura da organização criminosa.

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Segundo as autoridades, todos os corpos já foram periciados, em esquema especial que reuniu a Polícia Civil e o Ministério Público, e 89 foram liberados para retirada pelos familiares. As diligências seguem para identificar os restantes.

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