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Polícia desvenda assassinato de delegado no Rio

Fábio Monteiro foi morto no Jacarezinho, no último dia 12. Um suspeito foi preso e outros três já foram identificados

Rio de Janeiro|Do R7

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Diogo Silva é suspeito de participar da morte de delegado
Diogo Silva é suspeito de participar da morte de delegado

A Polícia Civil anunciou, nesta sexta-feira (19), ter desvendado o homicídio do delegado Fábio Monteiro, de 38 anos, morto no último dia 12, no Jacarezinho, na zona norte do Rio. Um suspeito foi preso na quinta-feira (18) durante uma operação conjunta realizada pelo Exército e polícias Federal, Civil e Militar em quatro favelas da zona norte da cidade. A polícia já identificou outras três pessoas, entre elas adolescentes de 15 e 17 anos, supostamente envolvidas no crime.

Segundo a investigação, o delegado foi abordado porque levantou suspeitas ao trafegar por uma área que, naquele momento, era dominada por traficantes.

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Monteiro atuava na Central de Garantias, na Cidade da Polícia, prédio que concentra várias delegacias especializadas, a poucos metros da favela do Jacarezinho. Saiu para almoçar na última sexta-feira acompanhado por outra pessoa, cuja identidade a polícia não divulgou. Usavam um Chevrolet Cobalt preto e, quando passavam pela rua Bráulio Cordeiro, na esquina com a rua Camboriú, despertaram suspeita de traficantes que estavam no local observando a movimentação. Não foi, portanto, um assalto comum, como chegou a ser cogitado inicialmente.

Pelo menos quatro pessoas abordaram o delegado e a pessoa que o acompanhava, segundo a polícia: Diogo de Almeida Silva, de 35 anos, Wendel Luis Silvestre, de 21 anos, e os dois adolescentes. Todos são supostos integrantes da maior facção criminosa do Estado. 

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Segundo a polícia, os criminosos pretendiam matar os dois ocupantes do veículo, mas um deles acabou salvo por uma situação mantida em sigilo pelos investigadores. Monteiro não teve a mesma sorte: morto a tiros - que, de acordo com as investigações, foram disparados pelos dois adolescentes -, foi colocado no porta-malas do Cobalt e abandonado na Avenida Dom Helder Câmara, onde foi localizado por volta das 12h30. A outra pessoa conseguiu fugir.

Silva foi preso em casa, na própria favela, e teve a prisão temporária decretada pela Justiça. Ele já respondeu a outros processos relacionados a tráfico de drogas e agora será indiciado por homicídio, ocultação de cadáver, tráfico de drogas e porte de armas.

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Silvestre também teve a prisão temporária decretada e é procurado desde o sábado passado (13), mas está foragido. Os dois adolescentes também já tiveram a ordem de busca e apreensão decretada pela Justiça, mas não haviam sido encontrados até a noite desta sexta-feira. A Polícia ainda investiga se outras pessoas participaram do crime.

"Estamos recebendo muitas informações dos moradores do Jacarezinho e esperamos contar com a ajuda deles para prender e apreender os foragidos", afirmou o delegado Fábio Cardoso, da Delegacia de Homicídios da capital.

Segundo a Polícia Civil, dos cerca de 50 suspeitos conduzidos à Cidade da Polícia nas horas seguintes ao crime, 12 permaneceram presos. Oito eram foragidos da Justiça, e quatro foram presos em flagrante por crimes diversos.

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