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Polícia do Rio desmonta rota interestadual de haxixe e prende elo do fornecimento para o CV

Homem era apontado como intermediador entre fornecedores de São Paulo e comunidades dominadas pela facção no Rio

Rio de Janeiro|Do R7

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Criminoso era responsável pelo recebimento, distribuição e encaminhamento da droga Reprodução/Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou, nesta sexta-feira (3), uma das principais rotas interestaduais de fornecimento de haxixe para o tráfico fluminense e prendeu o homem apontado como elo central entre fornecedores de São Paulo e comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. O suspeito foi localizado e capturado no Complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio.

A ação foi conduzida por policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital, após meses de investigação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal. O trabalho revelou um esquema estruturado que utilizava veículos alugados para transportar grandes cargas de droga entre São Paulo e o Rio de Janeiro.


Segundo as investigações, o grupo criminoso operava com alto grau de sofisticação logística. Semanalmente, cerca de 200 quilos de haxixe eram enviados de uma fábrica clandestina instalada em Guarulhos (SP), totalizando aproximadamente uma tonelada mensal da droga destinada a comunidades da capital fluminense, principalmente os Complexos da Penha e de Manguinhos.

As apurações tiveram início após a identificação, pela PRF, de um padrão suspeito de circulação de veículos locados na Via Dutra, sempre no eixo São Paulo–Rio de Janeiro. A análise dos deslocamentos indicou que os automóveis eram utilizados para o transporte sistemático de entorpecentes.


A primeira abordagem realizada pelos agentes resultou na apreensão de uma grande carga de haxixe e abriu caminho para o aprofundamento das investigações. Em seguida, novas diligências permitiram a interceptação de outro veículo do grupo, ocasião em que mais de 200 quilos da droga foram apreendidos, consolidando o mapeamento da estrutura criminosa.

De acordo com a Polícia Civil, a organização possuía divisão clara de funções. Enquanto os líderes permaneciam em São Paulo, responsáveis pela produção e envio dos carregamentos, o homem preso nesta sexta-feira atuava no Rio de Janeiro como responsável pelo recebimento, distribuição e encaminhamento da droga às comunidades dominadas pelo tráfico.


Ao todo, quatro integrantes da quadrilha já foram presos ao longo da investigação, incluindo o detido nesta sexta-feira, considerado peça-chave na ligação entre o núcleo paulista e o tráfico fluminense.

As investigações continuam com o objetivo de identificar e prender os demais envolvidos, além de aprofundar o rastreamento financeiro da organização criminosa e possíveis ramificações interestaduais do esquema.

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