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Polícia do Rio prende subtenente do Exército em operação contra milícia

Grupo de Itaguaí é apontado como franquia de milícia que atua em Campo Grande, na zona oeste da capital

Rio de Janeiro|Rayssa Motta, do R7*

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Policiais Civis cumprem 30 mandados de prisão
Policiais Civis cumprem 30 mandados de prisão

A Polícia Civil realiza, na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Freedom de combate à milícia no Rio de Janeiro e na Região Metropolitana. Os agentes cumprem mais de 30 mandados de prisão contra o grupo, que atua no município de Itaguaí. Entre os presos, está um subtenente do Exército conhecido como Sub.

Segundo o CML (Comando Militar do Leste), o Exército Brasileiro estava ciente da operação e cedeu as informações solicitadas pela Polícia Civil do Estado do Rio para a prisão do militar (leia nota na íntegra abaixo).


De acordo com as investigações, os suspeitos teriam ligação com a milícia que opera em Campo Grande, Cosmos, Santa Cruz e Paciência, na zona oeste da capital, sob a liderança de Ecko.

O grupo é acusado de extorquir de comerciantes e moradores dos bairros de Chaperó, Ponte Preta, Coroa Grande, Reta, Engenho, Mazomba e Brisamar, em Itaguaí. A quadrilha também praticaria roubos e adulteração de veículos, receptação, tráfico de drogas e homicídios, segundo informações da 50ª DP (Itaguaí).


Os agentes buscam ainda um cemitério clandestino, também em Itaguaí, onde a quadrilha enterrava suas vítimas.

Os detidos estão sendo levados para a Cidade da Polícia, no Jacaré, na zona norte do Rio. Já o subtenente está preso em uma organização militar carcerária, à disposição da Justiça Comum, segundo o CML.


Leia a nota do Exército na íntegra:

"A Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Leste informa que um militar do Exército foi preso nesta manhã, 2 de agosto, durante operação da Polícia Civil na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A suspeita é de envolvimento com milicianos. O Exército Brasileiro estava ciente da investigação, conduzida integralmente pela Polícia Civil do Estado do Rio, à qual foram fornecidas todas as informações requeridas.


O militar encontra-se preso em organização militar carcerária, à disposição da Justiça Comum.

Cabe reiterar que o Exército Brasileiro não compactua com qualquer tipo de irregularidade ou conduta ilícita, repudiando veementemente atitudes e comportamentos em conflito com a lei, com valores militares ou com ética castrense."

*Estagiária do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr.

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