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Polícia e Ministério Público fazem ação contra desvio de carga em sete cidades do Rio de Janeiro

Funcionários de empresa lesada em R$ 3 milhões desviaram materiais reciclados, com ajuda de motoristas de transportadora

Rio de Janeiro|Rafaela Oliveira, do R7*, com Record TV Rio

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Polícia encontrou caminhões em falsa transportadora na Baixada Fluminense
Polícia encontrou caminhões em falsa transportadora na Baixada Fluminense

O Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil realizam, nesta quarta-feira (1º), uma operação contra desvios de carga em sete municípios do estado. Avalia-se que uma empresa de materiais reciclados da Baixada Fluminense tenha sofrido prejuízo de R$ 3 milhões. Os próprios funcionários estariam envolvidos com o crime.

Além dos funcionários, a quadrilha é integrada por donos de transportadoras e motoristas, que comunicam falso roubo. Nesse esquema de fraude, ao menos 200 toneladas de resina plástica foram receptadas da empresa CPR Indústria e Comércio de Plásticos, localizada em Xerém, Duque de Caxias. 


Um homem foi preso em flagrante nesta manhã. Ele tinha uma arma sem registro em casa. 

Agentes apreenderam arma sem registro de homem, preso em flagrante no Rio de Janeiro
Agentes apreenderam arma sem registro de homem, preso em flagrante no Rio de Janeiro

A empresa vítima do esquema é especializada na fabricação desse tipo de produto e possui a maior produção de garrafas PET do Brasil - cerca de 100 milhões de garrafas por mês.


Teriam sido comunicados ao menos 15 ocorrências falsas de roubo. Além deles, foram identificados outros três supostos roubos de carga; dois deles ocorridos nos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Segundo as investigações, o grupo utilizava plataformas online de transporte rodoviário de cargas para armar a fraude. Um motorista procurava fretes compatíveis com o caminhão para negociar o carregamento do veículo que desviaria a carga. Em seguida, um segundo motorista assumia a direção e o primeiro comunicava roubo às delegacias. 


Existe ainda uma ligação desses criminosos com outros investigados por falso "tombamento de carga" - sobretudo de alumínio e ferro. O prejuízo nesse setor seria de R$ 2 milhões.

De acordo com o Ministério Público do Rio, as fraudes cometidas pelo grupo ocasionam a supernotificação dos indicadores de roubo de carga, afetam negativamente o setor produtivo, elevam os custos de frete e geram perda de competitividade. O crime também causa prejuízo à sociedade, por conta do aumento do preço final das mercadorias, com danos à indústria, ao transporte, revendedores e consumidores.


A ação está sendo coordenada pelo Núcleo de Investigação das Promotorias de Investigação Penal de Duque de Caxias e a 61ª DP (Duque de Caxias), com apoio de unidades do DGPB (Departamento-Geral de Polícia da Baixada). São 21 mandados de busca e apreensão na capital fluminense, Duque de Caxias, Magé, Nova Iguaçu, Mesquita, Seropédica e Piraí.

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

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