Polícia encontra baleado em caminhão na Rocinha
Ferido está no Hospital Miguel Couto sob escolta
Rio de Janeiro|Do R7, com Record TV

A polícia encontrou um homem baleado na caçamba de um caminhão durante um cerco realizado na comunidade da Rocinha, zona sul do Rio, na tarde desta quinta-feira (21). De acordo com informações da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), o ferido foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, e está sob escolta.
O motorista do veículo prestou depoimento na Delegacia da Rocinha (11ª DP) e contou que foi obrigado por criminosos a transportar o homem ferido. Ele teria sido baleado numa troca de tiros com o Bope (Batalhão de Operações Especiais) na região da mata. A Polícia Civil ainda investiga o envolvimento do homem com o tráfico de drogas.
O Bope ainda apreendeu armas, carregadores, rádios transmissores e drogas na comunidade nesta tarde. Dois fuzis e duas pistolas foram achados durante uma operação.
Também nesta quinta, um suspeito de participar do bando que invadiu a Rocinha, no último domigo, foi preso. Geovane Silva de Lima já tem passagem pela polícia e foi localizado em uma casa em Acari, na zona norte, por agentes da Delegacia da Pavuna (39ª DP) e outras distritais.
Facção em guerra
Segundo a polícia, o conflito teria sido motivado pelo rompimento entre Rogério 157, apontado como atual líder do tráfico na comunidade, e Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, preso em um presídio federal em Rondônia.
Mesmo de dentro da cadeia, Nem continuaria dando ordens e comandando a fação que atua na favela da zona sul. A informação sobre a invasão já era de conhecimento do setor de inteligência da Polícia militar, como admitiu o governador do Rio Luiz Fernando Pezão (PMDB), nesta quarta-feira (20). Ele contou que ordenou que a polícia não interviesse, para evitar mortes de inocentes. Porém, pelo menos três pessoas morreram e outras três ficaram feridas.
Desde que as ações policiais começaram, três pessoas foram presas e um suspeito morreu, em confronto, segundo informações da PM. Os moradores dizem estar vivendo uma rotina de medo e relatam dificuldade para sair ou voltar para casa.















