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Polícia faz blitz em cemitérios do Rio para apurar suspeita de fraude em venda de jazigos

Administradores deverão ser intimados a depor ainda esta semana

Rio de Janeiro|Do R7

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A Delegacia Fazendária realizou operação na manhã desta segunda-feira (8) para investigar denúncias de construções ilegais e fraude na revenda de sepulturas nos cemitérios do Cacuia, na Ilha do Governador, Caju, na região central e São João Batista, em Botafogo, todos administrados pela Santa Casa da Misericórdia. As suspeitas se estendem ao provador da Santa Casa, Dahas Zarur.

Há um mês, o Jornal da Record denunciou um esquema de fraude no São João Batista. Donos de jazigos perpétuos afirmaram que funcionários do local tiravam restos mortais de algumas sepulturas e revendiam o espaço. Os valores variavam, mas, de acordo com um site que anunciava as vendas, poderiam chegar a R$ 300 mil.


Nesta segunda-feira (7), a Polícia Civil abriu inquérito para investigar crimes da Santa Casa contra a administração pública. Os administradores dos cemitérios denunciados receberão intimação para prestarem depoimento.

O provador da Santa Casa, Dahas Zarur, acusado por funcionários de ter enriquecido rapidamente, negou envolvimento com o esquema. A Prefeitura do Rio disse que deverá abrir em breve um novo processo licitatório para que outra instituição assuma a administração dos cemitérios públicos.

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