Logo R7.com
RecordPlus
‌

Polícia faz operação em morro onde estudante foi morta no Rio

Para delegada, jovem foi julgada e executada por traficantes do morro do Dezoito, na zona norte; intensa troca de tiros é registrada na comunidade

Rio de Janeiro|Jaqueline Suarez, do R7*

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Matheusa desapareceu no dia 29 de abril
Matheusa desapareceu no dia 29 de abril

A Polícia Civil faz uma operação na manhã desta segunda-feira (14), no Morro do Dezoito, em Água Santa, zona norte do Rio de Janeiro. A diligência faz parte das investigações sobre o desaparecimento do estudante Matheus Passareli Simões Vieira, de 21 anos, conhecida como Matheusa.

A jovem sumiu após uma festa no bairro do Encantado, no último dia 29 de abril. Para a delegada da DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros) Ellen Souto, Matheusa foi julgada e morta por traficantes do Morro do Dezoito.

‌

Agentes da unidade, com apoio do helicóptero da Polícia Civil, fazem varreduras na comunidade. Houve intenso tiroteio e um policial da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) foi baleado. O inspetor identificado como Candreva foi atingido na perna, segundo a Polícia Civil. O agente foi socorrido para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul da cidade.

Delegada diz que estudante da Uerj foi julgada pelo tráfico

‌

Matheusa saiu do interior do estado para cursar Artes Visuais na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Atuante nos grupos de discussão sobre gênero e sexualidade, a estudante se identificava como transgênero não binária, isto é, quando alguém não se define como mulher, nem como homem.

A família de Matheusa, nome pelo qual era chamada entre parentes e amigos, confirmou que a estudante teria sido executada no morro do Dezoito.

‌

“Sobre seu corpo, também segundo informações colhidas pela DDPA, ele foi queimado e poucas são as possibilidades de encontrarmos alguma materialidade, além das milhares que a Matheusa deixou em vida e que muito servirão para que possamos ressignificar a realidade brutal que estamos vivendo”, escreveu a irmã Gabe Passareli, em seu perfil em uma rede social.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Raphael Hakime

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.