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Polícia identifica membro da Fifa ou de empresa parceira que chefiava máfia dos cambistas

A Polícia Civil quer que a Justiça conceda um mandado de prisão contra o suspeito

Rio de Janeiro|Do R7

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O milionário esquema ilegal de venda de ingressos foi revelado pela polícia na semana passada no Rio
O milionário esquema ilegal de venda de ingressos foi revelado pela polícia na semana passada no Rio

A Polícia Civil já tem o nome do integrante da Fifa ou da Match (empresa responsável por vender os ingressos da Copa do Mundo) que coordenava a quadrilha internacional de cambistas, revelada na semana passada no Rio de Janeiro. A informação é do jornal Estadão.

O chefe do esquema, de acordo com a polícia, ainda não deixou o Rio de Janeiro, mesmo após 11 integrantes do grupo serem presos no Rio e em São Paulo, entre eles o franco-argelino Lamine Fofana.


O suspeito identificado pela polícia é o dono do celular, ligado à Fifa, que recebeu mais de 900 ligações de Fofana nos últimos meses. A polícia tem as gravações das conversas que, supostamente, deixam claro como o membro da Fifa ou da Match desviava os bilhetes para o cambista Fofana. O grupo chegava a faturar R$ 2 milhões por jogo da Copa. A Match é ligada ao sobrinho do presidente da Fifa Phillip Blatter.

O nome do chefe do esquema ainda não foi divulgado pela Polícia Civil para não atrapalhar as investigações. A Polícia Civil espera que a Justiça conceda um mandado de prisão contra o suspeito, que estaria hospedado no Copacabana Palace.


Ainda de acordo com o Estadão, pela primeira vez, a Match se pronunciou sobre o caso. A empresa informou que cancelará os ingressos VIPs destinados às empresas envolvidas no esquema.

Fifa versus Polícia Civil


A Polícia Civil alega que a Fifa está dificultando as investigações, ao demorar a entregar a relação de seus funcionários que estão no Brasil durante o Mundial. O delegado Fábio Barucke, titular da Delegacia da Praça da Bandeira (18ª DP), informou que até domingo a Fifa ainda não havia entregue a lista. O promotor que atua em conjunto com Barucke no caso, Marcos Kac, da 9ª Promotoria de Investigação Penal, também confirmou que a entidade não tem colaborado nas investigações da operação Jules Rimet, que até agora já prendeu 11 pessoas, entre elas o franco-argelino Lamine Fofana.

Fifa, polícia e MP-RJ estão em confronto aberto desde sábado, quando a Federação criticou publicamente a atuação dos policiais. O diretor de Marketing da Fifa, Thierry Weil, chegou a divulgar um nome e disse tratar-se da pessoa que a polícia procura: "Ele se chama Roger", disse, e rejeitou a tese de que seria um funcionário da entidade. Mas, segundo a reportagem apurou, as autoridades mantém em sigilo — inclusive e principalmente para a Fifa — o nome do suspeito, para evitar que deixe o País ou tenha qualquer tipo de ajuda da entidade para escapar.


Na Fifa, a versão oficial é de que a entidade está "colaborando plenamente" com as autoridades brasileiras.

— Não toleramos esse tipo de atitude (cambistas) e vamos punir quem quer que seja—, declarou há dois dias Weil.

Ele não conseguiu explicar como é que a polícia, por semanas, não havia informado à entidade sobre o que ocorreria. Segundo o promotor Marcos Kac, os investigadores estão "muito próximos" de chegar ao alvo principal, informação confirmada também pela polícia.

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