Polícia já sabe quem estuprou grávida e espancou homossexuais na zona oeste
Três suspeitos, um maior e dois menores, foram identificados pelas vítimas por fotos
Rio de Janeiro|Do R7

Três suspeitos de estuprar uma jovem grávida de 14 anos e torturar dois homossexuais no morro do Banco, no Itanhangá, zona oeste do Rio, foram identificados nesta terça-feira (29). De acordo com o titular da delegacia da Barra da Tijuca (16ª DP), Fábio Ferreira, os três suspeitos, um maior e dois menores, foram identificados por uma das vítimas através de fotos. O delegado aguarda a recuperação das outras vítimas para que elas também possam fazer o reconhecimento. Os supostos responsáveis pelos crimes seguem em liberdade.
A menor de 14 anos, grávida, foi estuprada por traficantes do morro do Banco na noite de segunda-feira (28). Dois rapazes homossexuais, um de 18 anos e um menor, amigos da vítima, foram espancados pelo bando. Segundo a polícia, os bandidos desconfiaram que as vítimas, que antes moravam na Rocinha, seriam informantes de traficantes da comunidade da zona sul. Por isso, decidiram torturar o grupo. As duas favelas são chefiadas por facções rivais.
De acordo com as vítimas, elas foram sequestradas pelos traficantes quando estavam em frente à casa onde dividiam com outra pessoa, sobrinha do pedreiro Amarildo de Sousa. Levados para uma localidade dentro do morro, os três foram agredidos com coronhadas de fuzis, socos e chutes por cerca de duas horas. A menor teria sido estuprada pelo chefe do tráfico.
Usuários de drogas eram obrigados pelos criminosos a agredir com pedaços de madeira os três jovens.
— Chegou até um viciado. Eles falaram assim: 'Aí, quer dar uma porrada neles, não?'. Aí deram a madeira para o viciado e ele também bateu na gente.
As vítimas contaram também que foram amarradas com fitas isolantes e levadas para dentro da mata, onde acharam que seriam assassinadas. Os três conseguiram fugir e pediram ajuda à sobrinha de Amarildo.
O caso foi registrado na Delegacia da Barra da Tijuca (16ª DP) e a jovem estuprada foi levada para um hospital da região, onde recebeu atendimento médico e o coquetel anti-HIV. Ela será encaminhada para um abrigo do conselho tutelar.
Na delegacia, os rapazes disseram que outro motivo para o espancamento pode ter sido a opção sexual deles.
— Eles falaram: 'Vocês não são gays? Então apanha, seus v...Toma'. (Eles) batiam muito. E toda vez falavam isso: 'Agora tem que virar homem! Não vai deixar de ser v..., não?'.
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