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Polícia mira grupo investigado por venda clandestina de medicamentos abortivos no Rio

Operação da DRCI cumpre mandados de busca contra cinco investigados por divulgação e comercialização pelas redes sociais

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Polícia Civil realiza a Operação Anjo Caído contra grupo que vendia medicamentos abortivos clandestinamente no Rio de Janeiro.
  • Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros de Campo Grande e Cosmos.
  • Investigações revelaram o uso de redes sociais e aplicativos para divulgar e vender os medicamentos ilegalmente.
  • Objetivo da operação é reunir provas e identificar a extensão do esquema e a participação dos envolvidos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Agentes da DRCI cumprem mandados de busca e apreensão contra cinco investigados Reprodução/Polícia Civil

Policiais civis da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos) deflagraram, nesta quarta-feira (9), a Operação Anjo Caído, contra um grupo investigado por divulgar e comercializar clandestinamente medicamentos abortivos por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. A ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão em endereços nos bairros de Campo Grande e Cosmos, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo a investigação, além da comercialização irregular dos medicamentos, os envolvidos podem responder por crimes relacionados à incitação e apologia ao crime, além de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.


As investigações começaram a partir de informações de inteligência sobre perfis utilizados para divulgar e oferecer clandestinamente um medicamento abortivo. De acordo com a DRCI, as contas publicavam conteúdos relacionados à interrupção da gravidez e direcionavam as interessadas para canais privados de atendimento, onde o produto seria oferecido.

Em uma das publicações analisadas pelos investigadores, foram encontrados vídeos com os títulos “Como fazer um aborto seguro” e “Ajuda com positivo indesejado”, acompanhados de direcionamentos para atendimento.


Durante a apuração, os policiais identificaram diferentes contas, linhas telefônicas e dispositivos eletrônicos que estariam relacionados entre si. Segundo a investigação, a utilização de múltiplos perfis e identidades digitais tinha como objetivo dificultar a identificação dos responsáveis pela atividade.

Para aprofundar as diligências, a Polícia Civil solicitou informações a empresas de tecnologia e operadoras de telefonia. A análise de dados cadastrais, registros de conexão, linhas telefônicas, celulares, contas digitais e outras informações permitiu estabelecer vínculos entre os cinco alvos investigados, os dispositivos, números de telefone e endereços utilizados.


Com base nas provas reunidas, a DRCI solicitou à Justiça a expedição dos mandados de busca e apreensão.

As medidas têm como objetivo localizar celulares, computadores, mídias e documentos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica da atividade investigada e a participação individual de cada um dos alvos.


A investigação continua para identificar a extensão do esquema e reunir novos elementos sobre a atuação dos envolvidos.

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