Polícia mira quadrilha suspeita de fraudar locadora de veículos e lavar dinheiro no Rio
Investigação aponta esquema com carros alugados desviados, adulteração de chassis e empresas de fachada para revenda ilegal
Rio de Janeiro|Do R7
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A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (7), a Operação Loki para desarticular uma organização criminosa especializada em estelionato, adulteração de veículos e lavagem de capitais. A ação é realizada pela 41ª DP (Tanque), com apoio de unidades do DGPC (Departamento Geral de Polícia da Capital), e cumpre nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense.
Segundo as investigações, iniciadas em janeiro deste ano, o grupo utilizava uma empresa de fachada registrada em nome de um “laranja” para firmar diversos contratos de locação de veículos com uma grande empresa do setor.
Após retirar os carros, os criminosos desviavam os automóveis e os inseriam novamente no mercado como se fossem de origem regular.
A apuração indica que parte dos veículos teve sinais identificadores adulterados, como numeração de chassi e motor, antes de serem revendidos para agências e intermediários.
Com isso, compradores de boa-fé corriam o risco de adquirir veículos com restrições contratuais ou irregularidades que poderiam impedir a regularização e até resultar na perda do bem.
De acordo com a Polícia Civil, a organização atuava com divisão de tarefas. Pessoas eram recrutadas por meio de anúncios em redes sociais para realizar a retirada dos carros nas locadoras, recebendo pagamentos por veículo obtido.
Depois, os automóveis eram encaminhados para revenda e os valores movimentados por contas bancárias de terceiros e por outra empresa de fachada, em uma tentativa de ocultar a origem do dinheiro.
As investigações também identificaram o envolvimento de um adolescente de 16 anos, que teria sido aliciado para emprestar sua conta bancária ao esquema. A participação do menor, segundo os investigadores, reforça os indícios de atuação organizada dos suspeitos adultos.
Durante a operação, os agentes buscam apreender documentos, aparelhos eletrônicos, dinheiro em espécie e outros materiais que possam ajudar a identificar todos os integrantes da quadrilha, incluindo possíveis mandantes ainda não identificados.
O nome da operação faz referência a Loki, personagem da mitologia associado ao engano e à dissimulação, em alusão ao modo de atuação do grupo, que utilizava identidades falsas, empresas de fachada e adulteração de veículos para dar aparência legal às ações criminosas.
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