Polícia pede prisão de ‘Coronel do Muquiço’ e outros dois por espancamento e morte de jovem após baile funk
Os três foram indiciados por homicídio duplamente qualificado contra Sther Barroso dos Santos, de 22 anos
Rio de Janeiro|Do R7

A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu nesta quarta-feira (17) a prisão preventiva do traficante Bruno da Silva Loureiro, o “Coronel do Muquiço”, por homicídio duplamente qualificado contra Sther Barroso dos Santos, de 22 anos.
Além dele, os investigadores indiciaram Douglas Medeiros da Silva, o “Dodô do Muquiço”, e um traficante conhecido como “Debochado”. Ambos são seguranças de Coronel e teriam participado da morte.
A vítima estava em um baile funk na comunidade da Coreia, em Senador Camará, na zona oeste carioca, quando foi levada à força para o interior de uma residência na favela do Muquiço, em Guadalupe, no dia 17 de agosto.
Conforme as investigações, Sther sofreu uma sessão de espancamentos até desmaiar. Com medo dela estar morta, os criminosos a levaram de carro até a porta de casa, onde foi abandonada.
A jovem chegou a ser socorrida por familiares para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, onde morreu. O corpo estava com marcas de agressão e o rosto desfigurado. Exames do IML (Instituto Médico-legal) apontaram que ela sofreu abuso sexual.
O crime teria sido motivado pela recusa da jovem em se relacionar com Coronel. Segundo familiares da vítima, os dois tiveram um breve namoro no passado, no entanto, ela estaria “em um novo momento de vida”, segundo parentes.
Quem é Coronel?
Coronel é apontado como o chefe do tráfico de drogas da favela do Muquiço e um dos membros da cúpula do TCP (Terceiro Comando Puro). Contra ele há, ao menos, 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça do Rio desde 2018.
Considerado um narcoterrorista pela Polícia Civil, o bandido de 42 anos possui anotações criminais pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico, roubo, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e lesão corporal.
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