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Polícia pede prisão preventiva de PM de UPP indiciado por matar dançarino DG; outros seis foram indiciados

Valter Saldanha será indiciado por homicídio doloso e qualificado

Rio de Janeiro|Do R7

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DG foi morto em abril de 2014
DG foi morto em abril de 2014

A Polícia Civil informou nesta quarta-feira (4) que concluiu e enviou ao Ministério Público o inquérito sobre a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, de 26 anos, conhecido como DG. O soldado da Polícia Militar Valter Saldanha, de 33 anos, foi indiciado por homicídio doloso e qualificado, porque não houve chance de defesa por parte do dançarino. A polícia pediu à Justiça a prisão preventiva de Saldanha. 

DG, que trabalhava no programa Esquenta, da TV Globo, foi assassinado na madrugada de 22 de abril de 2014, durante uma ação policial na favela do Pavão-Pavãozinho, em Ipanema, zona sul do Rio.


Segundo o inquérito, nove policiais estavam envolvidos na ação do dia 22 de abril do ano passado na comunidade. Quatro militares envolvidos na ação e outros dois policiais que encontraram o corpo de DG na manhã seguinte foram indiciados por falso testemunho e prevaricação.

Saldanha é lotado no Batalhão de Petrópolis e cumpre funções administrativas. Ele está na Polícia Militar desde 2009. Na ocasião da morte de DG, os cinco policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Pavão-Pavãozinho estavam na comunidade há um ano e não conheciam a área. 


Segundo a versão dos policiais, por volta das 22h, do dia 21 de abril de 2014, o Disque-Denúncia recebeu a informação de que o chefe do tráfico local, conhecido como Pitbull, estava no teleférico que serve a comunidade. A informação foi transmitida a um sargento da UPP do bairro, que perguntou aos subordinados quem gostaria de checar se a denúncia tinha procedência. O debate se prolongou e só à 0h30 os PMs foram patrulhar a comunidade.

Quando chegou a uma quadra esportiva, o grupo composto por nove policiais foi recebido a tiros e revidou. Três policiais buscaram abrigo em um prédio de cinco andares perto da quadra. Os outros seis ficaram na rua. A eletricidade acabou, houve tiroteio e, ao fim do confronto, os policiais voltaram para a sede da UPP.


Três policiais afirmaram ter visto um vulto passando pelo teto do imóvel onde os criminosos estariam. O soldado Correa Junior afirmou então que acreditava ter baleado a pessoa que estava no teto.

A Polícia Civil afirma que DG foi à favela para visitar a filha Laylla, então com quatro anos, e acabou em meio ao tiroteio entre traficantes e policiais, onde foi confundido com criminosos. Para escapar dos tiros, tentou fugir saltando por telhados de imóveis. Ele foi atingido pelo soldado Saldanha quando estava no quarto andar de um prédio. O tiro atingiu as costas de DG, de baixo para cima. Mesmo ferido, o dançarino continuou fugindo. Ele passou por duas caixas d'água e acabou morrendo no prédio de uma creche.

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