Polícia prende falsa fiscal da Vigilância Sanitária que aplicava golpes em comerciantes da zona oeste do Rio
Com a suspeita a polícia apreendeu documentos e comprovantes bancários
Rio de Janeiro|Do R7

Uma falsa fiscal da Vigilância Sanitária foi presa quando tentava aplicar golpes em comerciantes de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. Segundo a polícia, a mulher usava crachá e uniforme da prefeitura. Com ela foram apreendidos documentos e comprovantes bancários no valor de até R$ 60 mil.
A mulher identificada como Keli Luna da Silva foi presa quando tentava aplicar o golpe em um bar no Pechincha, na zona oeste do Rio. O comerciante percebeu o golpe, segurou a mulher pelo braço e chamou a polícia.
Os policiais apreenderam com a mulher um bloco de termos de visitas da prefeitura e comprovantes bancários. Segundo a polícia, Keli tem duas anotações criminais por estelionato e outras duas por uso de documento falso.
Um dia antes de ser presa, Keli tentou extorquir dinheiro do dono de outro restaurante na Taquara. Ela alegou que o estabelecimento estava com a caderneta desatualizada e se ofereceu para fazer outro documento por R$ 800. O empresário não acreditou e disse a ela que precisava consultar o escritório de contabilidade. Foi quando ela decidiu ir embora e avisou que voltaria depois.
— Fiscal nenhum tira a caderneta sanitária. Ele faz o pedido e a gente dá entrada no contador. O contador pede para região administrativa e a gente pega a caderneta nova. Eu desconfiei e por isso que eu não dei o dinheiro para ela.
Segundo a polícia, Keli é suspeita de ter aplicado o mesmo golpe em pelos menos outras oito pessoas na Ilha do Governador, na zona norte do Rio. A polícia acredita que esse número pode ser ainda maior. Em depoimento, Keli disse que foi obrigada por um criminoso a cobrar as supostas multas.
Para a polícia, Keli disse ser pernambucana e morar em Itaboraí, na região metropolitana do Rio. De acordo com a polícia, a maior parte do que a mulher diz é mentira, e o que ela comprovou na prática foi falar quatro idiomas.
Os blocos de termo de visita apreendidos possuem assinaturas e carimbos de veterinários e agentes sanitários, que segundo a polícia, serão investigados.
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