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Polícia prende mulher apontada como ‘tesoureira’ de Fernandinho Beira-Mar no RJ

Condenada por associação ao tráfico, Shirley de Figueiredo Ângelo foi localizada na Via Dutra, em Nova Iguaçu

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Shirley de Figueiredo Ângelo, conhecida como "Manequim", foi presa por policiais civis na rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, sob ordem da Justiça Federal.
  • Ela foi condenada por associação ao tráfico de drogas e colaboração com organizações criminosas, sendo apontada como "tesoureira" de Fernandinho Beira-Mar.
  • Shirley está envolvida há mais de duas décadas em investigações sobre a estrutura criminosa de Beira-Mar, atuando na venda de drogas e intermediação de negociações.
  • Seu nome consta no Relatório Final da CPI do Narcotráfico da Câmara dos Deputados, e sua prisão ocorreu meses após a captura de Marinilson Carneiro da Silva, irmão de seu marido.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Agentes da 28ª DP cumpriram mandado de prisão contra Shirley Reprodução/Polícia Civil

Policiais civis da 28ª DP (Praça Seca) prenderam, na terça-feira (8), Shirley de Figueiredo Ângelo, conhecida como “Manequim”, apontada como “tesoureira” de Fernandinho Beira-Mar, durante o cumprimento de uma ordem da Justiça Federal. Ela foi localizada na rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A ordem foi expedida pela 1ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Shirley foi condenada por associação para o tráfico de drogas e colaboração, como informante, com grupo ou organização voltada à prática de crimes previstos na Lei de Drogas.


O nome de Shirley aparece há mais de duas décadas em investigações relacionadas à estrutura criminosa de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Em 2001, após a prisão de Beira-Mar na Colômbia, a Polícia Federal identificou Shirley como “tesoureira” da organização.

Segundo as investigações que deram origem ao processo, Shirley teria participado da operacionalização da venda de drogas na comunidade Parque das Missões, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e intermediado negociações entre seu marido, Marcos José Monteiro Carneiro, o “Periquito”, e outros integrantes do grupo.


O nome dela também consta do Relatório Final da CPI do Narcotráfico da Câmara dos Deputados, em registros sobre distribuição de drogas no Rio de Janeiro e para outros estados.

A prisão de Shirley ocorre cerca de sete meses após a captura de Marinilson Carneiro da Silva, o “Habib’s”, em Cabrobó, Pernambuco. A ação, realizada em fevereiro por policiais civis do Rio de Janeiro e de Pernambuco, localizou o suspeito no chamado Polígono da Maconha.


Segundo as investigações divulgadas à época, Marinilson era apontado como fornecedor atacadista de drogas para o Comando Vermelho, responsável por negociar com produtores e manter rotas de abastecimento para comunidades do Rio.

Marinilson é irmão de “Periquito”, marido de Shirley. Os dois também foram sócios da empresa Fricargo Carga Aérea Ltda., que, segundo as investigações, teria sido utilizada como empresa de fachada para o transporte de entorpecentes.

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