Polícia resgata vítima que seria queimada viva pela milícia no RJ
Equipes da Polícia Civil fazem força-tarefa contra grupo paramilitar que atua na zona oeste e na Baixada Fluminense
Rio de Janeiro|Do R7

A Polícia Civil do Rio impediu a morte uma vítima na comunidade dos Jesuítas, na zona oeste do Rio, durante uma ação da força-tarefa contra uma milícia que atua na região e na Baixada Fluminense.
Segundo a corporação, a vítima estava amarrada e prestes a ser queimada viva por milicianos ligados ao grupo do Tandera. No local, foram apreendidos galões de combustível. Os suspeitos fugiram com a chegada da polícia, mas a vítima passa bem.
O objetivo da ação é prender milicianos, asfixiar as fontes de renda e interromper comércios e serviços ilegais explorados pela organização criminosa.
Agentes da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes) prenderam Fagner Penha da Silva, conhecido como Artilheiro, que é responsável por realizar cobranças de dívidas e homicídios de inadimplentes na época em que o grupo era liderado por Ecko.
Contra Artilheiro, havia mandado de prisão por homicídio, já que ele era um dos matadores da milícia, que além de executar, ocultava os cadáveres. Após a morte de Ecko, ele também passou a ser segurança de Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho.
Outros quatro milicianos foram presos por outras delegacias, além de serem apreendidos fuzis, pistolas, munições, carregadores e coletes balísticos do grupo paramilitar.
Estabelecimentos de venda irregular de gás e provedores de internet clandestinos foram interditados, por serem atividades ilegais investigadas.
Além delas, a polícia também investiga cobranças irregulares de taxas de segurança e de moradia; instalações de centrais clandestinas de TV a cabo e de internet (gatonet/gatointernet); armazenamento e comércio irregular de botijões de gás e água; empresas de GNV ilegais; parcelamento irregular de solo urbano; exploração e construção de imóveis irregulares, areais e outros crimes ambientais; comercialização de produtos falsificados; contrabando; descaminho; transporte alternativo irregular; estabelecimentos comerciais explorados pela milícia e utilizados para lavagem de dinheiro, entre outras.















