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Polícia vai ao Complexo da Maré para investigar 10 mortes; reprodução simulada deve invadir madrugada

A Divisão de Homicídios apura as mortes ocorridas em uma operação do Bope em 2013

Rio de Janeiro|Do R7

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Em junho, o Bope invadiu a Maré após um arrastão na av. Brasil
Em junho, o Bope invadiu a Maré após um arrastão na av. Brasil

A Polícia Civil do Rio, iniciou, por volta das 15h desta terça-feira (8), a reconstituição da operação do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar que resultou namorte de um sargento e de outras nove pessoas no Complexo da Maré, zona norte do Rio, em junho do ano passado. Trata-se da reprodução simulada com maior número de vítimas já realizada pela Polícia Civil.

O delegado Rivaldo Barbosa, titular da DH (Divisão de Homicídios) da Capital estima que os trabalhos deverão ser concluídos apenas na manhã de quarta-feira (9). Se confirmado, esta será a reconstituição com maior duração já realizada, superando a do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, que sumiu em julho na favela da Rocinha, zona sul do Rio, que demorou cerca de 18 horas.


Serão feitas três reproduções simuladas e cinco perícias complementares. Os PMs do Bope que participaram da operação estão no local. Cerca de 80 policiais civis da DH, sendo cinco delegados, dez peritos criminais, três peritos legistas e mais de 20 agentes da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) também participam do trabalho. A área está isolada por militares do Exército, que, desde sábado, são responsáveis pelo patrulhamento na Maré.

— Até o momento, todos os PMs estão sendo ouvidos na condição de testemunhas. Mas estamos apurando possíveis excessos. Instauramos oito inquéritos para apurar as dez mortes porque são fatos distintos dentro do mesmo contexto, ou seja, da mesma operação policial. Em cada local que houve morte, participaram determinados policiais —, explicou o delegado Rivaldo Barbosa.


Segundo o delegado, as reconstituições têm dois objetivos. O primeiro, é confrontar os depoimentos dos policiais e testemunhas com o que já foi apurado pela perícia. E o segundo, é verificar se a versão dos PMs corresponde com as lesões sofridas pelas vítimas.

— Vamos reproduzir tudo o que aconteceu naquele dia para chegarmos à verdade. Estamos colocando todos os atores no cenário para tirarmos todas as dúvidas.

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