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Polícia vai ouvir clientes de boate onde gay teria sido espancado

Luis Antônio de Jesus, de 49 anos, morreu após sofrer traumatismo craniano encefálico

Rio de Janeiro|Do R7

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A polícia irá convocar os frequentadores da boate Queen, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, para prestar depoimento. No último domingo (26), um homossexual foi supostamente espancado e encontrado desacordado no chão do banheiro.

Luis Antônio de Jesus, de 49 anos, sofreu traumatismo craniano encefálico e morreu na tarde de terça-feira (29). Ele estava internado no Hospital Lorenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na zona oeste.

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Jade Lima, dona da boate afirmou, em nota, que ele foi vítima de uma queda. Jade se colocou à disposição da polícia para colaborar nas investigações.

— Esclareço que havia, sim, pessoas dentro do banheiro que ouviram um barulho decorrente da queda e que essas pessoas acionaram os funcionários da casa para ser feito o socorro necessário, as imagens do nosso circuito de TV já estão com a polícia, a Boate e eu estamos completamente disponíveis para colaborar com toda investigação.

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Embora a dona da boate trate o caso como acidente, um segurança surge como principal suspeito pelo assassinato. Ele prestou depoimento na Delegacia da Taquara (32ª DP) na terça-feira, poucas horas após a confirmação da morte.

Segundo a polícia, o segurança já havia sido denunciado por outra agressão na mesma casa noturna. Também foram ouvidos parentes da vítima, outros vigilantes do local e funcionários. A família da vítima suspeita que os hematomas tenham sido motivados por homofobia — ódio a homossexual.

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O delegado titular da 32ª DP, Antônio Ricardo Lima, não confirma a versão da família sobre a motivação para o crime. Conforme ele declarou em entrevista à Record, homofobia era só uma das hipóteses avaliadas. E nem seria a principal.

— Ter um crime de homofobia em um local frequentado por homossexuais eu acho uma hipótese remota, mas não está descartado.

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De acordo com a irmã de Luis, Rosalina Brito, estava muito feliz na noite em que aconteceu a agressão, no último domingo (26).

— Ele estava muito feliz. Pediu para a minha filha levar ele para a boate porque queria dançar.

A polícia informou que vai analisar as imagens gravadas pelas câmeras internas da boate para averiguar se o ato se trata de um caso de homofobia. A Delegacia da Taquara (32ª DP) investiga o crime.

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