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Por falta de diesel, Rio tem apenas 72% da frota de ônibus em operação

Greve de caminhoneiros prejudica distribuição de combustíveis; segundo a Fetranspor, ônibus estão sendo abastecidos em postos de gasolina

Rio de Janeiro|Juliana Valente, do R7*

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Na tentativa de manter a circulação das frotas, ônibus estão sendo abastecidos em postos de gasolina
Na tentativa de manter a circulação das frotas, ônibus estão sendo abastecidos em postos de gasolina

O Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro) informou, na tarde desta quarta-feira (23), que apenas 72% da frota de ônibus está operando no Rio de Janeiro. Mais cedo, cerca de 80% da frota estava nas ruas. Em nota, o sindicato confirmou que, devido ao movimento nacional dos caminhoneiros contra o aumento do diesel, as empresas de ônibus estão sob o risco iminente de falta de combustível. 

O sindicato ressaltou ainda que, caso a situação não seja normalizada, há risco de paralisação total do sistema.


Um levantamento feito pela Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro) aponta que 40% do percentual da frota não foi para as ruas por indisponibilidade de combustível o que, segundo a federação, comprometeu o transporte de passageiros, especialmente na região metropolitana do Estado.

De acordo com a Fetranspor, na tentativa de manter a circulação das frotas, os ônibus estão sendo abastecidos, em caráter emergencial, em postos de gasolina.


Além da falta de abastecimento de combustível, os reflexos do protesto dos caminhoneiros já são sentidos no setor alimentício.

Em nota, a Ceasa (Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro) informou que registrou mudanças significativas nos preços dos produtos comercializados. Apenas na última terça-feira (22), houve uma queda de 51% na entrada de caminhões carregados. O número é ainda maior nesta quarta: a central estima que 70% do carregamento previsto não foi entregue.


O desabastecimento tem como consequência a alta de preços. A batata (saco de 50 Kg) foi o produto com o maior aumento, saltando de R$74, na semana passada, para R$ 350 agora, uma variação de 373%. Já o valor do morango dobrou. A caixa que custava, em média, R$12 na semana passada, hoje está sendo vendida a R$ 18.

* Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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