Prefeitura do Rio corta salário de grevistas e professor recebe R$ 22 em contracheque
Sindicato diz que Secretaria de Educação não quis negociar com categoria
Rio de Janeiro|Do R7

Professores da rede municipal que aderiram à greve encerrada na sexta-feira (27) tiveram parte do salário cortado pelos dias que ficaram sem trabalhar durante o movimento que durou 47 dias.
De acordo com o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), ao menos 60 profissionais que estavam em estágio probatório — período de três anos de experiência — tiveram cortes. Alguns receberam o contracheque zerado.
Em contracheque divulgado na página do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), no Facebook, um professor recebeu apenas R$ 22,17, tendo como salário bruto R$ 1.995,60.
De acordo com a representante do sindicato Rosilene Almeida, esses profissionais estariam sofrendo perseguição política do governo municipal por terem atuado intensamente na greve. Segundo Rosilene, por estarem em estágio probatório, no qual podem ser aprovados e efetivados, eles correm risco de demissão, além de terem tido o ponto cortado.
Rosilene disse ao R7 que o sindicato tenta negociação com a Prefeitura do Rio e com a Secretaria Municipal de Educação, mas nunca é recebido. Segundo ela, o corte de ponto apresentado por professores pode ser considerado abusivo.
— É um corte de ponto intenso. Pela lei, só pode cortar 30% do salário, e teve profissional com o contracheque zero.
O Sepe entrou com uma ação cautelar na Justiça em defesa dos professores que tiveram o corte de ponto ou foram considerados inaptos no estágio probatório. Na próxima segunda-feira (7), uma paralisação está marcada e representantes do sindicato devem se reunir em uma audiência com a secretaria de Educação.
Procurada pelo R7, a secretaria informou que o corte dos professores está mantido e que o valor descontado varia de acordo com o número de dias que o profissional ficou paralisado sem justificativa.
Colaborou PH Rosa, do R7 Rio















