Presidente da Câmara apostava em ato pacífico: “Prédio correu risco grave de se incendiar”
Jorge Felippe disse que a prefeitura não tem como pagar salário proposto por professores
Rio de Janeiro|Do R7

Peritos foram à Câmara dos Vereadores, no centro do Rio, na manhã desta terça-feira (8), para levantar os prejuízos provocados por vândalos na manifestação da noite de segunda. O presidente da Casa, Jorge Felippe (PMDB), reconheceu que o número de seguranças que estavam escalados para tentar defender o prédio das depredações foi insuficiente para conter a quantidade de arruaceiros, que estavam em muito maior número.
Felippe disse à imprensa que esperava que o protesto fosse pacífico e, por isso, havia poucos seguranças. Quando o ataque à Câmara começou, inicialmente com pichações, ele pediu ao comandante da Polícia Militar que mandasse reforço. A PM demorou a se aproximar e os manifestantes mascarados tiveram tempo de cometer uma série de atos de vandalismo. Janelas foram quebradas, cortinas foram incendiadas.
O presidente da Câmara comentou sobre a dificuldade de impedir o quebra-quebra.
— A estratégia que eles usaram em relação à Polícia Militar, eles usaram também em relação à Câmara dos Vereadores. Uns acessavam pela parte da frente da Câmara, jogando gasolina no gabinete militar. Outros jogavam molotov pela sala de cerimonial. Outros jogavam molotov pela porta da Evaristo da Veiga. Finalmente a polícia chegou e os dispersou. Graças a Deus. Esse prédio ontem correu um risco muito grave de se incendiar.
A passeata de segunda-feira reuniu 50 mil pessoas no centro, segundo cálculos do Sepe (Sindicato Estadual dos Professores). A primeira parte do ato foi pacífica, até por volta das 20h30, quando black blocs tomaram a cena e esvaziaram o movimento com atos de violência. Jorge Felippe isenta os professores de culpa no quebra-quebra.
— Em relação a esses profissionais, o nosso respeito e o nosso reconhecimento de que eles não contribuíram para esses atos de violência.
Sobre a reivindicação do Sepe pelo cancelamento do novo plano de carreira dos professores municipais, o presidente da Câmara disse que a prefeitura não tem condições de pagar o salário que a categoria pede.















