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Presidente da Câmara promete reunião com vereadores para rediscutir CPI dos Ônibus na segunda

Após conversa com Jorge Felippe, manifestantes decidiram, por enquanto, seguir na Casa

Rio de Janeiro|Do R7

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O presidente da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, Jorge Felippe (PMDB), se reuniu na manhã deste sábado (10) com manifestantes que ocupam a Casa há mais de 24 horas. Apesar da exigência de que uma resposta oficial fosse dada em até duas horas, Felippe disse que a única ação ao seu alcance seria marcar uma reunião com vereadores na segunda-feira (12), com o objetivo de “tentar encontrar um caminho”. Cerca de dez representantes do movimento participaram do encontro e apresentaram as seguintes reivindicações: a saída do vereador Chiquinho Brazão (PMDB) da da presidência da CPI dos Ônibus, dando lugar a Eliomar Coelho (PSOL), anulação da reunião de instalação da CPI realizada na sexta-feira (10), saída dos vereadores Jorginho da SOS, Renato Moura e Professor Uóston e a participação na CPI de vereadores que votaram a favor da instalação, além de exigir a participação popular irrestrita às reuniões dos parlamentares.

Após a posição de Jorge Felippe, os manifestantes anunciaram que continuariam, por enquanto, ocupando a Câmara. O presidente da Casa não voltou atrás em sua decisão. Segundo ele, o regimento interno não permite que “medidas autoritárias sejam tomadas”.


— A anulação da eleição não é um ato do presidente. Não tenho esse poder. Senão estaríamos sujeitos a autoritarismo. E aqui não é assim. O caminho que posso oferecer é, na segunda-feira, adotar providências, convidando os vereadores que integram a CPI para um encontro, para que possamos discutirmos esse impasse e tentarmos encontrar um caminho. Já a partir de hoje vamos buscar localizar os vereadores ao longo do fim de semana e convidá-los para reunião, na qual eles tomarão conhecimento de todos os detalhes desse nosso encontro.

Embora tenha proposto o caminho a seguir, Jorge Felippe deixou claro que não pode garantir uma solução.


— Vamos buscar isso, mas não podemos prometer que vamos encontrar solução para tudo. Seriamos irresponsáveis e mentirosos. Não vou mentir. Se acharem que devem permanecer, permaneçam, mas a instituição não pode deixar de trabalhar. Segunda teremos de trabalhar. Não garanto que vamos conseguir, mas garanto que vamos tentar.

Em dado momento da reunião, o vereador Jorge Felippe disse que não poderia estender o papo porque precisava ir ao aniversário dos netos gêmeos. O recado irritou os manifestantes. Um deles perguntou o que o presidente da Câmara considerava mais importante, se o almoço em família ou a solução de uma causa pública. Felippe disse que “a resposta já foi dada, pois estou aqui enquanto o almoço está transcorrendo lá”.


Cerca de 30 pessoas passaram a noite na Câmara, após luz e água serem restabelecidas e os banheiros liberados para uso dos manifestantes. A entrada de comida também foi autorizada. Na noite de sexta-feira (10), um grupo se reuniu por mais de uma hora com o negociador da Polícia Militar, o coronel Mauro de Andrade. Após a negociação, o coronel determinou que parte do efetivo policial deixasse o local, com exceção de uns poucos agentes. Com isso, a tarefa de segurança do prédio da Câmara foi entregue à Guarda Municipal.

Em Niterói, manifestantes foram retirados da Câmara Municipal na noite de sexta. Porém, o grupo continuou reunido na frente do prédio e mantinha a posição até a manhã deste sábado.


Revolta com a CPI

A ocupação do plenário da Câmara Municipal começou na manhã de sexta, logo após a eleição do presidente e do relator da CPI dos Ônibus. A Polícia Militar acompanhava a manifestação. Por volta das 14h45, a luz do plenário foi cortada, o que provocou indignação dos manifestantes, que foram impedidos de usar o banheiro da Casa.

Policiais militares com escudos e capacetes com viseiras cercaram a entrada principal da Câmara. Do lado de dentro, grupos de PMs observam a movimentação dos manifestantes, mas sem intervir. Vereadores de partidos de oposição montaram um palanque do lado de fora e fazem discursos em apoio aos manifestantes.

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