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Presidente do STJ solta Crivella com tornozeleira eletrônica

Prefeito está proibido de manter contato com terceiros, terá que entregar telefones e computadores e está proibido de sair de casa sem autorização

Rio de Janeiro|Do R7

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Crivella foi preso na manhã desta terça (22)
Crivella foi preso na manhã desta terça (22)

O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Humberto Martins, substituiu a prisão preventiva do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), pela prisão em regime domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica.

De acordo com a liminar, que foi deferida na noite desta terça-feira (22), o político está proibido de manter contato com terceiros, usar telefones e sair de casa sem autorização. Ele ainda tera que entregar telefones, computadores e tablets às autoridades.

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Mais cedo, em audiência de custódia, a Justiça tinha decidido manter Crivella preso. Mas Humberto Martins afirmou que a decisão da desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, responsável por decretar as prisões preventivas de Crivella e mais cinco pessoas acusadas de participação em um suposto esquema de propinas na Prefeitura do Rio, fundamenta a necessidade de restringir a liberdade do político, mas não justifica a prisão preventiva.

"Entendo que não ficou caracterizada a impossibilidade de adoção de medida cautelar substitutiva menos gravosa", disse o ministro na decisão, que destacou que, segundo a jurisprudência do STJ, a prisão preventiva só deve ser mantida quando se mostrar imprescindível.

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O presidente do STJ ressaltou ainda que Marcelo Crivella, preso na manhã de hoje, integra o grupo de risco da covid-19 e, também por esse motivo, pode ter a prisão preventiva substituída pelo regime domiciliar.

A operação

As prisões fazem parte da Operação Hades, que apura supostos pagamentos de propina dentro da Prefeitura do Rio de Janeiro, considerada pela investigação um "QG da Propina".

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Ao todo, sete pessoas foram alvos da operação: Marcelo Crivella, Eduardo Lopes, Rafael Alves, Fernando Morais, Mauro Macedo, Cristiano Stokler e Adenor Gonçalves. No entanto, o ex-senador Eduardo Lopes (Republicanos) não foi encontrado no endereço residencial.

Crivella foi detido em casa, na Barra da Tijuca, e levado à Cidade da Polícia, na zona norte do Rio, onde permaneceu por cerca de cinco horas. Em seguida, foi conduzido ao IML (Instituto Médico Legal) para exame de corpo de delito.

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Transição de governo

Com a prisão de Crivella, quem assume o governo da capital fluminense é o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felippe. Isso porque o vice-prefeito do Rio de Janeiro, Fernando Mac Dowell, morreu aos 72 anos de idade em maio de 2018.

O prefeito eleito do Rio de Janeiro para a gestão 2021-2024, Eduardo Paes (DEM), usou uma rede social hoje de manhã para afirmar que vai manter "o trabalho de transição que já vinha sendo tocado" com o presidente da Câmara, Jorge Felipe, que deverá assumir a administração municipal.

"Conversei nessa manhã com o presidente da câmara de vereadores Jorge Felipe para que mobilizasse os dirigentes municipais para continuar conduzindo suas obrigações e atendendo a população. Da mesma forma, manteremos o trabalho de transição que já vinha sendo tocado", disse.

Em seguida, pediu um esforço extra dos servidores da saúde para ajudar a tratar e combater a covid-19. "Peço especialmente aos servidores da nossa rede de saúde: Passamos por uma pandemia - além das dificuldades já conhecidas - e a população precisa do nosso esforço. Contamos todos com a força e dedicação de vocês!", afirmou.

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