Rio de Janeiro Presos de facção homenagearam mortos no Jacarezinho, diz polícia

Presos de facção homenagearam mortos no Jacarezinho, diz polícia

Segundo delegado Felipe Curi, setor de inteligência obteve informação sobre nomes lidos por detentos no Complexo de Bangu

Operação no Jacarezinho foi a mais letal do RJ

Operação no Jacarezinho foi a mais letal do RJ

JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO/31.05.2021

Informações do serviço de inteligência da Polícia Civil indicaram que mortos na operação do Jacarezinho, em 6 de maio, foram homenageados por integrantes de uma facção criminosa dentro do Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio, de acordo com o delegado Felipe Curi. 

Em entrevista ao Balanço Geral RJ, Curi disse que os detentos fizeram um minuto de silêncio, uma oração e leram em voz alta os nomes dos mortos, o que seria de praxe entre a facção que atua na comunidade. 

O delegado voltou a dizer, assim como após a operação, que os 27 mortos teriam ligação com os criminosos e que a suposta homenagem seria mais um indício para a polícia. 

"Essa é mais uma comprovação de que todos os 27 são integrantes, sim, do tráfico de drogas dessa facção criminosa e daquela localidade e que foram homenageados pela cúpula da facção criminosa, porque, no entendimento deles, morreram no cumprimento do dever. Ou seja, no cumprimento do dever de tentar matar o inimigo, não conseguiram, quer dizer, infelizmente, conseguiram, atingiram nosso policial [28ºmorto], policial civil André Frias]. Mas os outros 27 foram neutralizados", disse.

O delegado Felipe Curi comentou também o relatório de uma das maiores ONGs de Direitos Humanos que pediu uma investigação contra a alta cúpula da Polícia Civil por ter encontrado evidências diversas de graves abusos durante a operação mais letal do Rio de Janeiro.

Curi declarou "estranhar" que a organização internacional Human Rights Watch se manifeste no início das investigações, e não ao final, acrescentando que o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), que faz o controle externo da atividade policial, teve acesso à investigação. Ao criticar o documento da ONG, o delegado afirmou que a polícia está colaborando com a apuraçao da força-tarefa do MP-RJ. 

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