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Professores municipais decidem manter greve e bloqueiam ruas em passeata até prefeitura

Passeata causa interdições e deixa trânsito lento na Tijuca e no centro

Rio de Janeiro|Do R7

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Professores municipais protestam durante assembleia
Professores municipais protestam durante assembleia

Os professores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro decidiram nesta sexta-feira (4) manter a greve. A decisão se deu em assembleia, segundo informou o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino do Rio de Janeiro).

Segundo a entidade, mais de 5.000 profissionais da educação estiveram presentes na plenária realizada no Clube Municipal, na Tijuca (zona norte). Após a decisão, a categoria seguiu em passeata para a Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, na região central.


De acordo com o Centro de Operações, o acesso para o viaduto Paulo de Frontin para a rua Afonso Cavalcanti estava interditado por volta das 15h20.

A rua Haddock Lobo na Tijuca também foi interditada por volta das 13h40 na altura da rua Campos Sales, mas as 15h já havia sido liberada. Por conta da interdição o trânsito ficou lento na rua Conde de Bonfim, com retenção chegando na rua Alzira Brandão. Também havia reflexos na rua São Francisco Xavier até o largo da Segunda-Feira.


Plano de Carreiras

A Câmara dos Vereadores do Rio aprovou na terça-feira (1ª) a proposta da prefeitura para o novo plano de carreiras dos professores municipais do Rio de Janeiro. No total, 36 vereadores votaram a favor do projeto, que teve 31 emendas. Apenas três vereadores foram contra. O plano de carreiras segue agora para sanção do prefeito Eduardo Paes.


Do lado de fora da Casa, manifestantes entraram em confronto com a polícia. PMs atiraram contra o grupo bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta e prédios e bancos foram depredados, na correria.

Antes de as emendas serem aprovadas, o texto base do plano também passou por votação e foi aceito pela maioria, por 35 votos a 3. Apenas Cesar Maia, Carlo Caiado e Tio Carlos, do DEM, votaram contra a proposta da prefeitura.


O Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) informou que mesmo com a aprovação, os professores municipais continuariam em greve.

Há uma série de divergências entre a proposta da prefeitura e os interesses do Sepe. Um dos pontos polêmicos, segundo o Sepe, é o fato de o plano de carreiras beneficiar apenas os professores que cumprem carga horária de 40 horas semanais. O sindicato alega ainda que a prefeitura não incentiva quem investe na própria formação.

Gesa Linhares, uma das coordenadoras gerais do o Sepe, diz que os professores não tiveram acesso às emendas dos vereadores ao projeto. O vereador Cesar Maia também pediu uma cópia das emendas, após a votação. Ele diz que não viu o conteúdo. Mas vereadora Laura Carneiro (PTB) disse que postou o documento no Facebook.

Os docentes se posicionaram contra o plano desde a apresentação do projeto pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes. Eles exigiam a retirada de votação pois diziam que a medida atende somente a 10% da categoria na capital.

Vereadores da oposição querem anular na Justiça a votação desta terça. A alegação é de que a sessão na Câmara foi ilegal, já que a votação foi fechada ao público.

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