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Promotoria denuncia 4 suspeitos por roubo e assassinato de dono de loja em Niterói

Grupo já havia assaltado estabelecimento; na segunda vez, dono reagiu e foi morto

Rio de Janeiro|Do R7

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A 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 2ª Central de Inquéritos de Niterói denunciou quatro pessoas por latrocínio (roubo seguido de morte) e corrupção de menores.

Maxwell Pereira Rocha, o “Marcelo SuI”, Fabrícia Rodrigues dos Santos, Alex Sandro Souza Pinto, o “Pindoba”, e Ramon Ramos da Costa, o “Playboy”, teriam cometido o crime no dia 5 de agosto deste ano, na rua Visconde de Sepetiba, no centro de Niterói, por volta das 18h.


Os três homens denunciados em companhia de um adolescente de 17 anos invadiram a loja de ferramentas Fênix e abordaram, armados, o administrador. Durante o roubo, a vítima reagiu e foi atingida na cabeça por tiros.

De acordo com a Promotoria, os criminosos já tinham roubado a loja em 13 de julho e ameaçaram voltar. Em depoimento, os funcionários disseram que, ao ser abordada, a vítima reagiu dizendo “de novo não, vocês de novo, de novo não” e se negou a entregar o dinheiro. O administrador morreu na calçada em frente à loja.


Fabrícia, que é companheira de Maxwell, trabalhava na loja e foi demitida pela vítima um mês antes do primeiro assalto. Foi ela quem passou as informações sobre a movimentação financeira da loja, inclusive que o referido dia era o de pagamento dos funcionários. Ela teria informado também que as câmeras de vigilância não funcionavam, assim como o local do dinheiro do faturamento da loja. Ainda segundo a Promotoria, Maxwell também tem envolvimento com o tráfico de drogas na comunidade Menino de Deus, em São Gonçalo, e é ligado a uma facção criminosa.

Durante as investigações, o MPRJ requereu e a 1ª Vara Criminal de Niterói deferiu a prisão temporária dos denunciados. Na denúncia, a Promotoria pediu a revogação da prisão temporária e a decretação da prisão preventiva, devido aos antecedentes criminais dos denunciados. O crime de latrocínio é considerado hediondo e tem pena de reclusão de 20 a 30 anos, além de multa. A pena para corrupção de menores varia de um a quatro anos, e pode ser aumentada em 1/3, visto que foi para cometimento de crime hediondo.

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