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Promotoria desmente informação oficial da PM sobre a operação deixou 2 mulheres mortas em Costa Barros

Em nota, MP diz que não ordenou a operação policial no morro da Quitanda

Rio de Janeiro|Do R7

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Mãe e filha foram mortas na manhã de quinta-feira (15)
Mãe e filha foram mortas na manhã de quinta-feira (15) Severino Silva/Agência O Dia/Severino Silva

O Ministério Público informou que não pediu a realização da operação da Polícia Militar no Morro do Quitanda, em Costa Barros, zona norte, na quinta-feira (15), onde duas mulheres morreram baleadas. Em nota, o MP disse não ter sido informada sobre a ação no local, contrariando a informação oficial da PM. De acordo com a polícia, a operação para capturar traficantes foi feita por orientação da promotoria.

Os parentes das duas mulheres mortas em uma operação acusam PMs de atirar contra mãe e filha. Segundo Alex de Jesus, filho de Maria de Fátima de Jesus, 52 anos, e irmão gêmeo de Alessandra de Jesus, agentes à paisana atiraram a esmo dentro da comunidade. As duas vítimas foram baleadas no peito com um tiro de fuzil. Maria morreu no local, em frente aos netos. Alessandra chegou a ser levada para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, também na zona norte, mas chegou à unidade de saúde sem vida. Elas foram enterradas na tarde de sexta-feira (15) no cemitério de Inhaúma.


Alex reclama da violência da PM em operações dentro da comunidade. Ele também criticou a postura dos policiais suspeitos de terem matado as duas mulheres (veja o vídeo abaixo).

— Estão impune agora, estão lá, devem ter dormido com as famílias. Devem estar lá, tranquilos, como se nada tive acontecido (...) Perdi um pedaço do meu corpo (se referindo a irmã gêmea) e perdi o meu coração, que é a minha mãe.


Revoltados, os moradores da comunidade protestaram contra a PM, impedindo a subida do caveirão. Para tentar parar o veículo, galhos, materiais de construção e até uma caçamba de concreto foram usados por eles como barreira. Inicialmente, a PM informou que a operação era para capturar traficantes e que as vítimas eram parentes de criminosos. Mas o Ministério Público afirmou em nota que essa operação não era do conhecimento da Justiça e que não pediu a realização da ação feita na região. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídio e perícias já foram feitas no local.

Em apoio aos familiares das vítimas, a ONG Movimento Rio de Paz fará um ato público neste sábado (17), às 16h, na estrada de Botafogo, em Costa Barros. João Tancredo, que é o advogado da família de Amarildo de Souza, vai participar do protesto. Ele poderá ser o advogado da família de Maria e Alessandra, que pretende processar o Estado.

Assista ao vídeo:

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