Quadrilha de cambistas: Justiça do Rio nega liberdade a suspeito de chefiar grupo e a mais seis envolvidos
O fundamento do pedido repetia as mesmas bases de habeas corpus deferidos anteriormente
Rio de Janeiro|Do R7
A Justiça do Rio de Janeiro negou o habeas corpus para o franco-argelino Mohamed Lamine Fofana e mais seis pessoas presas durante investigação da Polícia Civil sobre a máfia dos ingressos.
Segundo a decisão da desembargadora Cristina Tereza Gaulia, o fundamento do pedido repetia as mesmas bases de habeas corpus deferidos anteriormente. Além do argelino, Roy Richard Beard, Rafaela Cinti e Brian Jack Peters; Paul Bray e James Lee Powel; Júlio Soares da Costa Filho também tiveram seus pedidos negados.
O executivo Raymond Whelan, CEO da empresa Match, empresa sócia da FIFA e única autorizada a vender os ingressos, foi flagrado em escutas telefônicas com Mohamed Lamine Fofana.
Nos mais de 900 registros de ligações e mensagens telefônicas entre Fofana e o inglês, interceptadas na investigação, há, segundo os policiais, um trecho em que o franco-argelino pede 20 ingressos ao presidente da Match. "Se você quiser, tenho 24 aqui na mão", teria respondido Whelan. "Mas é US$ 1.000 cada um". Fofana concordou. "Mas precisa ser em dinheiro vivo", teria dito o inglês, segundo policiais. "Você quer em reais ou dólares?", perguntou Fofana.
Indiciamento
O delegado Fábio Barucke informou que encerrará nesta quarta o inquérito e vai indiciar Whelan, Fofana e os demais 10 presos e pedir a prisão preventiva de todos.















