Quadrilha que agia em cemitérios exumava corpos e cobrava até R$ 40 mil por sepultura no Rio
Polícia Civil deflagrou operação para desarticular quadrilha na manhã desta terça (13)
Rio de Janeiro|Do R7
A Delegacia Fazendária deflagrou uma operação, nesta terça-feira (13), para desarticular quadrilha que vendia ilegalmente jazigos no Cemitério Parque Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste do Rio. Ao todo, 16 pessoas faziam parte do esquema. O grupo chegava a cobrar até R$ 40 mil por uma sepultura.
Na manhã de hoje, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão. Entre os integrantes desta quadrilha, estão o administrador do cemitério, Alexandre Meireles, e o ex-coordenador da fiscalização de cemitérios Ademir Treichel.
Além disso, a Funerária Santa Casa de Copacabana também é suspeita de participar do esquema. Até o momento, ninguém foi preso. Mas, segundo a delegada Tatiana Queiroz, esse não é o objetivo da primeira fase da operação.
— O objetivo é arrecadar mais provas para prender efetivamente os acusados. A busca e apreensão de documentos pode significar mais para delegacia neste momento.
Durante as investigações, os policiais descobriram que duas empresas negociavam áreas do cemitério destinadas à locação de sepulturas e enterro de indigentes. Por lei, os cemitérios são obrigados pela prefeitura a oferecer 5% da área para sepultamento de indigentes e outros 5% para aluguéis de sepulturas. As empresas identificadas foram Cemitério Jardim Sulacap e Cemitério Jardim Sulacap II. Segundo a delegada, os nomes parecidos com o do cemitério contribuíam para enganar as pessoas.
Os investigadores também descobriram que a quadrilha não cumpria o prazo estabelecido de três anos para retirada de ossadas dos túmulos. Eles falsificavam a autorização de parentes para exumar corpos, liberar sepulturas e vender para outras pessoas.
De acordo com a delegada, os envolvidos devem responder pelos crimes de sonegação fiscal, apropriação indébita, estelionato, fraude contra Fazenda Pública e formação de quadrilha.
As investigações começaram em novembro do ano passado depois que a polícia recebeu uma denúncia anônima.















