Quatro suspeitos de estuprar menina de 12 anos na Baixada foram identificados
Delegada informou que pessoas que compartilharam o vídeo podem ser presos de três a seis anos
Rio de Janeiro|Do R7

A adolescente, vítima de um estupro coletivo na Baixada Fluminense, foi ouvida nesta segunda-feira (8) pela delegada Juliana Emerick, que investiga o caso. A delegada informou que a menina passou por exames médicos e de corpo de delito no hospital Souza Aguiar, no centro. Outras três pessoas, entre familiares e amigos da vítima, serão ouvidas nesta terça (9), segundo a delegada, o objetivo é entender as circunstâncias do crime, assim como, diagnosticar qual é o contexto social em que a menina vive, para que possa ser garantido as medidas protetivas a ela.
Durante o depoimento prestado ontem pela jovem de 12 anos, ela relatou que o abuso aconteceu há três semanas e que teria ficado sob posse dos criminosos durante cerca de uma hora. A delegada informou em entrevista para a Record TV Rio, que quatro suspeitos já foram identificados e que três deles seriam menores de idade.
A delegada também afirmou que a polícia segue com seu serviço de inteligência mobilizado para identificar o restante dos criminosos, ela esclareceu que a facilidade em alterar as identidades, assim como, apagar perfis nas redes sociais torna mais difícil a investigação. No entanto, ela também informou que a Polícia Civil está em contato direto com o Facebook Brasil para poder identificar as pessoas que compartilharam o vídeo, assim como, os rapazes envolvidos no estupro.
De acordo com a delegada, quem compartilhou as imagens do crime e for identificado pode ser preso e pegar pena de três a seis anos, aquelas pessoas que também armazenam as filmagens em seus dispositivos e não entregou para a polícia, também pode ser submetido à pena de reclusão de até quatro anos. Ela explicou que o Estatuto da Criança e do Adolescente protege os menores da divulgação de arquivos com conteúdo de pedofilia e enquadra como crime.
— É um crime que não tem apenas repercussão imediata. A vítima sofrerá com reflexos dessa divulgação por toda a vida — afirmou.
Assista a entrevista completa com a delegada que investiga o caso:
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