Logo R7.com
RecordPlus

Rappa faz show no Rio para arrecadar fundos para baleada em universidade; ingressos esgotados

Luciana Novaes, vítima de tiro em 2003, ficou tetraplégica e precisa de carro próprio

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
Todo a verba arrecadada no show será usado para comprar um carro adaptável para a vítima de bala perdida
Todo a verba arrecadada no show será usado para comprar um carro adaptável para a vítima de bala perdida

Está esgotado o show beneficente que o grupo O Rappa fará nesta quarta-feira (8) no Imperator, no Méier, zona norte do Rio, para comprar um carro adaptável para Luciana Novaes, que ficou tetraplégica após ser atingida por uma bala perdida em 2003. Para a realização do evento, que acontecerá as 21h, a banda e os fornecedores abriram mão do valor dos ingressos.

Muito animada, a jovem, que hoje tem 29 anos, estará presente no evento. Segundo ela, amigos e parentes deram a ideia de pedir para o grupo fazer o show.


— Eu adorei a ideia. Vai ser muito útil para mim, já que arranjar táxi adaptável é difícil. Eu já tinha ido há dois shows do Rappa. Em um deles, eles [grupo] alugaram até uma ambulância para me levar. Nesse, irei ainda mais animada.

O acidente


Luciana Novaes ficou tetraplégica no dia 5 de maio de 2003, após ser atingida por uma bala perdida na Universidade Estácio de Sá, no Campus Rio Comprido, zona norte da cidade. Na época, a vítima era estudante de enfermagem e tinha apenas 19 anos.

A jovem ficou 21 dias internada no hospital em estado grave, com apenas 1% de chance de sobreviver. Mesmo com todas as dificuldades, para a vítima da violência urbana no Rio, a vida ganhou mais sentido depois do acidente.


— Eu só tenho a agradecer a Deus e à minha família. Eu tinha 1% de chance e consegui superar tudo isso. Hoje, vejo que o que passei tinha algum motivo, uma razão. Eu passeio nas ruas e as pessoas falam comigo, dizem que eu sou exemplo de superação, de vida.

No último domingo (5), dez anos após ficar tetraplégica, Luciana participou de um ato ecumênico na praça Sans Pena, na Tijuca, para celebrar o "segundo nascimento" e também para comemorar um avanço no tratamento: ela já consegue ficar mais de um minuto várias vezes ao dia sem usar o aparelho para respirar.


Em uma rede social na internet, a jovem agradeceu à homenagem.

— Quero agradecer a todos que estiveram lá na praça celebrando minha vida junto a Deus! Mas sem esquecer daqueles que mesmo sem poder ir, oraram por mim! Vocês me dão forças todos os dias para seguir em frente com meus objetivos! Só tenho agradecer a Deus por tudo de bom que tem acontecido comigo!

Colaborou Camille Cardoso, estagiária do R7.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.