Reconhecido pela voz por vítima cega, suspeito de abuso sexual diz que “surtou”
Polícia chegou ao suspeito após analisar as câmaras da unidade
Rio de Janeiro|Do R7, com Cidade Alerta

O homem suspeito de violentar uma jovem cega no Instituto Benjamin Constant, na Urca, zona sul do Rio, foi preso na terça-feira (7). Segundo o suspeito, identificado como Cláudio Luiz Martins Benino, de 45 anos, ele teve um momento de fraqueza.
— Até agora eu estou sem entender o que aconteceu. Acho que foi um surto porque a minha índole não é essa.
A polícia chegou ao suspeito depois de analisar as câmeras de segurança do local do crime. Nas imagens, é possível ver que o suspeito, que está vestindo um boné e camisa verde, entra na instituição conduzindo uma senhora cega pelo braço, ele passa pela recepção e cumprimenta um segurança e em seguida se dirige ao serviço de oftalmologia.
Segundo a polícia, é possível perceber que a ação do suspeito ocorre quando a paciente que ele acompanha está sendo atendida, pois as câmeras o flagraram circulando por áreas restritas a funcionários e alunos. Em outro trecho da filmagem, é possível ver o suspeito conversando com algumas moças, ele entra e sai de sala, e segundo a polícia, estava procurando o dormitório feminino.
A jovem, de 16 anos, foi atacada em uma escada interna de acesso ao segundo andar do prédio. A menina é da cidade de Quissamã, no interior do estado do Rio, e passa a semana na instituição onde cursa o ensino fundamental para pessoas cegas.
De acordo com a polícia, o crime foi premeditado, pois o suspeito conhecia a rotina do local. Segundo a delegada Bárbara Lomba, sabendo da dada condição da vítima, ele agiu sabendo que ela não poderia reagir porque ela poderia cair da escada e ficaria mais insegura em ter uma reação.Então ele se aproveitou de todas essas condições para praticar o crime.
Ainda de acordo com a polícia, a identificação do autor foi feita através de uma estratégia inédita. Os agentes puxaram conversa com dois possíveis suspeitos, e pela voz a vítima conseguiu identificar aquele que tinha abusado sexualmente dela.
Esse foi o primeiro caso de assédio sexual a uma aluna dentro da unidade. Para o diretor não houve falha no controle de acesso, e a escola está prestando toda assistência à vítima e a família.
— Estamos dando toda atenção que ela precisa. Toda atenção não só pedagógica, mas atenção de afeto, atenção psicológica para que ela possa superar esse momento. É uma menina de 16 anos que tem uma vida pela frente, uma vida a construir.
O suspeito é pai de uma adolescente de 13 anos e vai responder pelo crime de estupro de vulnerável.
Assista ao vídeo:















