Logo R7.com
RecordPlus

Reunião da cúpula de segurança do Rio sobre morte de PMs discute estratégia policial

Beltrame fala em busca de "algozes", mas nega discurso do "tem que ir pra cima"

Rio de Janeiro|com informações do R7

  • Google News

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, o chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, e o comandante-geral interino da Polícia Militar, coronel Ibis Pereira, se reuniram nesta segunda-feira (1º) para traçar ações em resposta ao assassinato de três policiais militares no último sábado (29), em crimes ao menos inicialmente sem ligação entre si, como têm reforçado Beltrame e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

A cúpula da segurança do Rio começou a reunião logo após a formatura de 61 aspirantes a oficiais na Academia de Polícia Militar, em Sulacap, na zona oeste do Rio. Segundo o secretário, a reunião debateu questões estratégicas de inteligência.


— O assunto da reunião foi totalmente estratégico. Uma discussão de inteligência policial. Algumas ações que precisamos conferir e confirmar. Acho melhor para todo mundo não comentarmos. Deixar que as coisas aconteçam. São questões estratégicas de inteligência, informações que as duas policias devem trabalhar de forma conjunta".

O governador participou da solenidade e também dos primeiros minutos da reunião entre Beltrame e os chefes das duas polícias. Antes, em discurso na solenidade, Beltrame falou aos policiais.


— Vamos buscar nossos algozes, mas não vamos admitir o discurso fácil e oportunista de que 'tem de ir para cima'. Os senhores juraram, e eu jurei, o cumprimento de nossos deveres dentro da lei. Essa é a diferença entre nós e os marginais (...) Não vamos banalizar a vida como os marginais costumam fazer.

No discurso, o secretário voltou a afirmar que segurança não é uma questão só de polícia, mas que envolve também outros setores como Legislativo e Judiciário.


— Estamos fazendo a nossa parte.

Beltrame se solidarizou com os militares mortos, pelo menos 105 só este ano. O secretário alegou falta de comoção pela morte de militares.

— Uma pessoa que morre com farda, perdoem-me a expressão, parece que não é gente para a sociedade.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.