Réus do acidente com bondinho de Santa Teresa negam falha de manutenção nos freios
Segundo os acusados, o bonde descarrilou porque o freio foi danificado ao bater em um ônibus
Rio de Janeiro|Do R7

Os réus do processo sobre o acidente com o bondinho de Santa Teresa, região central do Rio, ocorrido em 2011 e que deixou seis pessoas mortas, foram ouvidos durante uma audiência na 39ª Vara Criminal do Tribunal de Justica na terça-feira (3). José Valladão Duarte, Cláudio Luiz Lopes do Nascimento, Zenivaldo Rosa Corrêa e João Lopes da Silva, respectivamente coordenador de manutenção e operação, chefe de manutenção e assistentes de manutenção do sistema de bondes de Santa Teresa, respondem por homicídio e lesão corporal. Uma testemunha de defesa também foi ouvida em juízo.
Segundo a o TJ, durante a audiência, os acusados afirmaram que uma colisão entre o bonde e um ônibus, momentos antes do acidente fatal, foi determinante para o comprometimento do sistema de freio pneumático. No acidente, a composições descarrilou e tombou ao descer uma ladeira. Claudio Lopes disse que a batida do coletivo prejudicou o freio do bonde.
— O ônibus bateu na lateral do bonde, no Largo do Curvelo, causando uma rachadura no balaústre do trem, o que provocou escapamento de ar e, consequentemente a falha no freio.
O assistente João Lopes da Silva garantiu que o bonde havia passado por uma manutenção completa dois dias antes do episódio. Já o coordenador de manutenção e operação, José Valladão, destacou que, no momento do acidente, a condução estava com excesso de passageiros.
— O bonde estava tão cheio que, só na cabine, havia mais de dez pessoas.
Um dos acusados, Gilmar Silvério de Castro, não compareceu à primeira audiência realizada no dia 18 de julho, embora tenha sido intimado.















