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Rio 2016: PF cumpre mandado no consórcio responsável por obras do Complexo de Deodoro

Justiça determinou bloqueio de R$ 128 milhões que deveriam ser pagos a empreiteiras 

Rio de Janeiro|Do R7

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Investigações apontam para fraudes no transporte e na destinação dos resíduos sólidos
Investigações apontam para fraudes no transporte e na destinação dos resíduos sólidos

A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União, da Receita Federal e do Ministério Público Federal, cumpre nesta terça-feira (7) mandado de busca e apreensão na sede administrativa do consórcio responsável pelas obras do Complexo Esportivo Deodoro, local de competições durante as Olimpíadas Rio 2016. O consórcio é composto pelas empresas Queiroz Galvão e OAS.

As investigações apontam para fraudes no transporte e na destinação dos resíduos sólidos, com a falsificação de documentos públicos e a oneração de custos.


Policiais federais cumprem também mandados em duas empresas que teriam prestado serviços para a construtora responsável pela execução das obras.

O consórcio responsável pelas obras do Complexo Olímpico de Deodoro informou, por meio de nota, que já prestou os esclarecimentos necessários às autoridades competentes. O consórcio disse ainda que "a alteração do custo de transporte de resíduos se deve ao acréscimo da quantidade de material transportado, o qual não estava previsto inicialmente no projeto básico". Segundo o consórcio, essa alteração não impactou o valor total da obra estipulado em contrato.


O procurador Fernando Aguiar afirmou que as obras começaram em junho de 2014, dois meses antes da assinatura do contrato. Com isso, conclui ele, durante esse intervalo, muito foi feito sem a devida fiscalização. Aguiar ainda chamou a atenção para o alto valor dos itens investigados (transporte e descarte da construção civil) em relação ao valor total do contrato.

Em razão dos elementos colhidos até o momento, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 128 milhões que seriam destinados ao pagamento do Consórcio Complexo Deodoro.


A EOM (Empresa Olímpica Municipal) informou, por meio de nota, que a Prefeitura do Rio de Janeiro não fez nenhum pagamento referente aos serviços que são alvo da operação da Polícia Federal. Segundo a EOM, os repasses para o consórcio estão bloqueados desde o início das investigações.

A prefeitura reforça que, enquanto não forem apresentados aos órgãos de controle da União os documentos adequados e comprovantes de prestação de contas, os pagamentos continuarão suspensos. A prefeitura diz acompanhar o trabalho da PF e do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle e aguarda a conclusão da apuração do caso.

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