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Rio de Paz faz ato contra impunidade de assassinatos no país

“Queremos que o Brasil tenha meta de elucidação de homicídio. Chega de impunidade”, explica presidente da ONG que luta contra a violência no Estado

Rio de Janeiro|Da Agência Brasil

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Vereadora foi assassinada no dia 13 de março de 2018
Vereadora foi assassinada no dia 13 de março de 2018

A organização não governamental Rio de Paz, conhecida por manifestações contra a violência no Rio de Janeiro, faz na manhã desta quarta-feira (13) um ato contra os assassinatos sem elucidação no país. De acordo com o presidente da ONG, Antônio Carlos Costa, a taxa de elucidação de homicídios no Brasil é de apenas 10%.

“Ainda queremos resposta que está faltando”, diz irmã de Marielle


“Queremos que o Brasil tenha meta de elucidação de homicídio. Chega de impunidade”, explica Costa.

No ato, voluntários usam tinta vermelha para simular a limpeza de sangue do calçamento da Cinelândia, em frente à sede da Câmara dos Vereadores. Além disso, a manifestação aproveita para pedir às autoridades que descubram o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. No local, há uma jaula com os dizeres: “A cela continua vazia. Quem mandou matar Marielle Franco e Anderson Gomes?”


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Operação

Na última terça-feira (12), dois suspeitos foram presos, suspeitos da morte de Marielle. Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram os primeiros a serem formalmente denunciados e presos pelo crime.


Ronnie Lessa foi reformado depois de um atentado a bomba contra ele, que resultou na amputação de uma de suas pernas e que teria sido provocado por uma briga entre facções criminosas.

Já Élcio Queiroz chegou a ser preso em 2011 na Operação Guilhotina, da Polícia Federal, que apurou o envolvimento de policiais militares com traficantes de drogas e com grupos milicianos. Na época, Queiroz era lotado no 16º BPM (Olaria).


Assassinatos

O crime ocorreu no cruzamento das ruas Joaquim Palhares, Estácio de Sá e João Paulo I, pouco mais de um quilômetro distante da casa de Marielle. Um carro emparelhou com o Chevrolet Agile da vereadora e vários tiros foram disparados contra o banco de trás, justamente onde estava Marielle. Treze disparos atingiram o carro.

Quatro tiros atingiram a cabeça da parlamentar. Apesar dos disparos terem sido feitos contra o vidro traseiro, três deles, por causa da trajetória dos projéteis, chegaram até a frente do carro e perfuraram as costas do motorista Anderson Gomes. Os dois morreram ainda no local.

Entenda a dinâmica do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes
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