Rio: grávida impossibilitada de fazer parto normal não consegue internação para cesárea em hospital público
Ellen Alves tem pinos na bacia que podem comprometer a vida do bebê
Rio de Janeiro|Do R7

A grávida Ellen Alves de Souza, de 20 anos, não consegue internação para a realização de uma cesárea no Hospital Municipal Albert Schweitzer. Ela conta que o hospital não quis interná-la porque o bebê, com 38 semanas, está prematuro. Ellen não pode esperar o trabalho de parto em casa e correr o risco de um parto normal, pois um acidente há três anos fez com que ela tivesse que ter pinos implantados na bacia.
— Eles falaram que o neném ainda está prematuro e que não tava na hora de nascer. Passaram um remédio pra dor e [mandaram] eu esperar em casa. E, caso eu entre em trabalho de parto, voltar para cá.
Os pinos foram implantados na bacia de Ellen após passar por três cirurgias. Ela conta que os pinos podem colocar em risco sua vida e a do bebê.
— Se eu entrar em trabalho de parto e não der tempo de chegar no hospital para fazer a cesariana, a criança não vai conseguir nascer por causa dos parafusos na bacia. E eu também não vou aguentar a dor. Vai ser muito forte. Está arriscado eu e a criança morrermos.
Paulo César Julião Cardoso, marido de Ellen, afirma que o Albert Schweitzer já tem ordem para a internação, mas não cumpre.
— Mesmo os responsáveis pelos partos de riscos do Rio de Janeiro mandando marcar o parto da minha esposa, eles estão se negando a fazer isso. Eu só quero que minha esposa tenha um parto decente, não quero mais do que isso, não. Só isso: que minha filha nasça com saúde.
A direção do hospital informou que há uma consulta marcada para que Ellen passe por nova avaliação. Segundo a unidade de saúde, com 38 semanas de gestação e sem indicação direta, não há necessidade da realização de uma cesárea.















